Estava lá, aguardando pacientemente a moça do troco, quando passo os olhos pela frase escrita em letra de forma branca, sob o tecido verde da camisa do jovem rapaz. Era dono de olhos cor de mel, cujos roubaram-me um sorriso por entre os lábios: ''Em que posso lhe ajudar?''. Fitei sua beleza robusta por alguns segundos e pensei em puxar um assunto, qualquer que fosse. Claro que pode, me desculpe, mas acho que perdi o caminho de casa. Ou então: Já que o moço dos lindos olhos fez a bondade de oferecer-se, não quer entrar na minha vida e virar tudo de ponta cabeça?
Tenho certeza de que isso frustraria o pobre rapaz. Eu tenho o costume de frustrar as pessoas. Baixei a cabeça e comecei a sorrir fantasiando, inventando coisas que jamais aconteceriam. Como, por exemplo, o moço dos olhos cor de mel dando de comida aos patos ao meu lado, á beira de uma lagoa qualquer. Ele poderia tocar violão para mim ao final de todas as tardes, sentado à beira de uma janela alta e eu o observando, agradecendo todos os dias por tê-lo em minha vida. Nós poderíamos nos afundar sob um sofá rasgado, mergulhados em um ou dois cobertores assistindo a qualquer filme besta. Rindo. Gastando tempo.
Aí, como sempre, eu acordei. Cruzei olhares com o moço dos olhos doces uma última vez desejando poder vê-lo qualquer dia vagando por aí, sem rumo. Aí eu o diria sem fundamento algum: "Em que posso lhe ajudar?"
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Sou muito mentirosa
Que lugar mais cheio. Dá pra sentir o cheiro de todo mundo, é quase inacreditável que eu não possa sentir o seu. Porque eu sou o único E.T. que se contenta em sentar numa mesa cheia de garrafas e lamúrias empilhadas, umas em cima das outras ao invés de ir pro santo meio da pista vazia? É tudo culpa sua. Desde que te conheci, não vejo mais graça em nenhum programa com os amigos desde que você não esteja presente, ou desde que eu saiba do seu paradeiro. Não pode ser assim. Eu nem sei se você pensa em mim, ora bolas. Aqui sentada, já perdi a conta de quantas vezes espichei o pescoço procurando-te em olhares e ombros alheios. Não cheguei a mencionar, mas adoro até seus ombros. Sabe, ver seus amigos dançando feito babacas, querer participar disso e não conseguir não me parece algo cabível. Minha presença sem ti naquele lugar, era tão significante quanto a coluna de pedra que só servia para atrapalhar o caminho de quem por ali passasse. Meu, vou embora. Porque? A festa ta tão boa, uhuuuuu! Seilá, vou embora. Que louca, fica aí. Não, fica aí eu chamo um taxi. A embriaguez dos meus amigos só é agradável quando eu, consequentemente me embebedo junto. Desci as escadas, decepcionada comigo mesma. Indo embora de um lugar pelo simples fato de você não estar lá pra eu enxergar o seu sorriso e os teus cabelos. Idiota. Não devia ter te conhecido. Você estragou a minha noite. E isso, não é barato. Nem caro, só não é barato. Se eu te ver, vou te ignorar muito. Você não merece nem passar por mim. Ai como eu to bandida. Agora, quem vai pagar é você. Eu te odeio. Vai se ferrar. Filho da mãe. O taxista tem seus ombros! Que merda, não consigo nem mentir pra mim mesma.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não tem mais de você
Essa manhã eu acordei e não tinha mais de você deitado no lado direito da cama. Levantei e não ouvi a sua voz. Caminhei e não te vi reclamar do barulho do assoalho. Não ouvi teus elogios dizendo que eu estava completamente linda com um pijama velho, cabelo ridiculamente bagunçado e pasta de dente na boca. Aliás, queria eu acreditar que quando você dizia que eu estava linda naquele estado, que aquilo fosse verdade, de fato. Entrei no chuveiro, e não tinha você pra me alcançar a toalha que eu esqueci a uns bons metros do banheiro. Saí do quarto e o café não estava na mesa. Peguei os pães e não tinha você pra me alcançar o a faca. Não tinha mais do seu sorriso do outro lado da mesa, ou das suas – por vezes, nossas – roupas espalhadas pelo chão. Não tinha mais a gente conversando sobre o que ia fazer o resto do dia, da semana, o resto da vida. Não tinha mais você me chamando de ‘meu amor’ e dizendo que íamos viver juntos para sempre. Acredite, o seu ‘para sempre’ foi o único o qual eu realmente acreditei. Não tinha mais você tocando ‘Your Winter’ na varanda. Não tinha. E o Sister Hazel, meu bem, não arrebenta cordas tocando no meu rádio como você costumava arrebentar lá fora. Agora, aqui, só existe uma lembrança tua. Teu cheiro ainda não saiu do sofá que sempre costumava sentar e eu ainda sinto tua presença. Mas não vou mais chorar. Meu querido, a vida continua e como diz a letra da música, I wont be your winter. Eu vou (re)aprender a viver feliz, e sem você pra me alcançar a toalha.
Ps.: Essa é a música de que falei na narrativa
terça-feira, 26 de julho de 2011
Eu, caçadora de você
Andava pela rua, aflita como se não quisesse nada. Mas eu
queria. Queria sair do prédio e te ver do outro lado da calçada, caminhando distraído. Aí eu ia atravessar a rua sem pretexto algum e numa falsa surpresa te
daria um: oi, você por aqui? Ia morrer de vontade de te perguntar qual o teu
destino, mas não o faria. Pelo ou menos, não hoje. Esperaria que você o
fizesse. Na verdade, eu esperaria mesmo é que você me acompanhasse. Se
oferecesse pra levar a minha pasta nada pesada e me contasse a primeira coisa
que lhe viesse á cabeça. Eu ia dizer qualquer coisa idiota que lhe fizesse
sorrir. Aliás, eu esperaria muito ver as covinhas do teu sorriso. Ainda to tentando
descobrir se sou apaixonada por você, pelos teus olhos ou pelo som da tua voz.
Mas existe um porém. Eu não faria absolutamente nada do que disse até então. Eu ia te ver lá, do outro lado, baixaria a cabeça e andaria o passo mais apressado que pudesse fazer. Por quê? Porque eu não sou assim. De tomar atitudes. Porque cansei de esperar dos outros e não esperar de mim. Virei caçadora de você. Sempre que vejo cabelos cacheados passando pela rua, espero que sejam os teus. Pareço uma pessoa perturbada caminhando pela rua, te buscando em cada olhar, em cada som, em cada cheiro. Não devia ser assim. Agora estou aqui, andando pela rua e... espera! Acho que acabei de te ver do outro lado da rua. Ei, pssiu. Oi, você por aqui?
Mas existe um porém. Eu não faria absolutamente nada do que disse até então. Eu ia te ver lá, do outro lado, baixaria a cabeça e andaria o passo mais apressado que pudesse fazer. Por quê? Porque eu não sou assim. De tomar atitudes. Porque cansei de esperar dos outros e não esperar de mim. Virei caçadora de você. Sempre que vejo cabelos cacheados passando pela rua, espero que sejam os teus. Pareço uma pessoa perturbada caminhando pela rua, te buscando em cada olhar, em cada som, em cada cheiro. Não devia ser assim. Agora estou aqui, andando pela rua e... espera! Acho que acabei de te ver do outro lado da rua. Ei, pssiu. Oi, você por aqui?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Mar de falsas palavras
Você venceu. Venceu. Venceu, Venceu. Estou aqui, submissa aos teus desejos. Faça o que quiser de mim, mas, principalmente, me faça feliz. Pelo ou menos por hoje. Só não me faça promessas. Tenho medo, de acreditar em todas elas. Não pede meu telefone. Não diz que vai me ligar. Não quero ficar com o celular na mão esperando por um sinal de vida e, me sentindo tola por fazer isso. Não me ama. Não diz que me ama. Eu não quero acreditar. Não quero gostar de você. Não posso. Não posso. Não posso. Porque eu sei que se gostar de você, você vai embora. Como todos os outros. Você fala bonito. Tenho certeza de que me convenceria de qualquer coisa num estalar de dedos. Não me enche de expectativa, não transforma meus sonhos em pó. Minha alergia não ia suportar e eu ia espirrar feito louca. Me passa segurança. Me passa insegurança. Me abraça, cuida de mim. Preenche esse espaço dentro do meu peito de forma com que eu não precise pensar em mais nada. De forma com que eu não precise me preocupar com mais nada. Cansei, por um momento de ser inconstante. Quem sabe daqui a 5 ou 10 minutos eu queira estar mais uma vez submersa nesse mar de falsas palavras, mas aí, se você se dispuser a salvar uma jovem dama de afogar-se em ilusões criadas pela própria cabeça, me resgata. Me pega no colo e me leva pra onde quiser. Prometo não contestar. Fingir que perdi a consciência. Mas só se você prometer, que não vai me prometer nada.
Ps.: Roubei o título do texto no blog de um amigo meu. Mas rafa, foi só o título, eu juro.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
De mal a pior ainda
Eu relativamente me empolguei com isso. Estava começando a aceitar a ideia de que poderia dar certo. Graças a Deus, usei o bom-censo, a coragem e a cara de pau. Parece ridículo, mas sim, procurei a cartomante.Eu poderia muito bem pedir conselhos ás minhas confidentes, mas, eu já sabia o que elas me diriam. Digamos que os anos de convivência fizeram assim. Uma pena, vou ter que pagar por isso. Entrei no carro e minhas mãos suavam descontroladamente. O caminho parecia nunca terminar. Confesso, que me senti uma completa idiota. Imaginei a tal da cartomante como uma senhora velha, enrugada e com tudo em cima - dos joelhos, é claro-. Coloquei-lhe, na minha pobre imaginação, um turbante cheio de brilhos e parafernálias que me chamassem a atenção, tirando os olhos dos dentes amarelados e do sotaque um tanto quanto místico. Comecei a rir. Não da pobre senhora mas da minha imaginação tão óbvia de gente tola que acompanha novela das 11. Eu ia chegar lá e o que? Oi, ele tá com outra? Ela ia me dizer o óbvio. O que eu queria ouvir. Continuei na linha de raciocínio, de imaginar a imagem da pobre cartomante. Eca. Que nojo. Imaginei - lhe na cara uma verruga cabeluda que me causou repulsa. Estacionei. coloquei a testa sobre o volante e hesitei, mais uma vez, o porque de que estar fazendo algo que desde que me conheço por gente, julgo ser o ápice da babaquice. Olhei para a porta do estabelecimento mal acabado e vi uma velha senhora saindo aos prantos. A cartomante deve ser masoquista. Que nojo. Pensei na verruga cabeluda novamente. Isso bastou para que ligasse o motor do carro e procurasse ajuda gratuita. Alô? Guria? Preciso falar contigo...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mono Liso dos Olhos Meus
Ele era lindo. Lindo mesmo. Lindo pra cassilda. Droga, desgraça. Invoquei a nação dos nomes feios. Que diabos aquela filhote de grilo tanto fala com ele? Ele é meu. Embora não saiba, mas é! Sai daí, desgraçada. Deixa de poluir a minha visão. Escuta aqui, você também, ô deus grego. Tira já essa mão da cintura dessa pintura de Pablo Picasso. Para de sorrir. Quer dizer, não para não. Seus dentes, lindos eles hein, parabéns. E o seu cabelo e... Pera aí, o que os dedos da filha da mãe estão fazendo nos meus fios de cabelo? Ah não, tenho que impedir que esse ato seja consumado. Amiga, me segura. Vou impedir um gol. Esse artilheiro é meu e ninguém tasca. Embora ele não saiba, é meu sim. Tô sendo egoísta? Tô. Ele é meu, só de vista. Assim como a Monalisa era de Da Vinci. Não fui eu a criadora dessa criatura divina, mas poderia ficar ali, admirando tamanha beleza durante horas. Poxa vida, estou me submetendo a uma cena ridícula. Fitar alguém, sem disfarçar é como se fosse um "ah se eu te pego, não te largo". Tá, vou disfarçar. Mentira, não vou não. Espera, eu conheço essa música. Conheço essa história. Conheço aquela garota. Eita, que mão é essa na minha cintura? Que coisa linda é essa na minha frente? Que proeza capilar é essa dentre os dedos meus? É, Eliana. Tudo é possível. Digamos que ele era um pouquinho meu, de fato. E isso é bom. Mentira, isso é bom demais pra mim. Mas falando sério, eu mereço, tô uma gata hoje.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Verbo Endomingar
Sabe, cansei de ter pressa. Pressa de que as coisas aconteçam, de que elas tenham obrigação de acontecer. Cansei de ter pressa na hora de arrumar o cabelo, de arrumar o quarto, de sair de casa pela manhã. Cansei de pedir pro tempo passar rápido. Cansei de caminhar depressa, de ter que pensar depressa. Quem sabe esse cansaço todo seja preguiça. Cansei de sentir frio, de reclamar que sinto frio. Cansei de pensar que as coisas vão dar errado, pra não me decepcionar. Cansei. Apaguei todas as mensagens do meu celular. Apaguei toda e qualquer coisa que me faça lembrar você. Cansei de me lamuriar vendo casais de mãos dadas na rua. Cansei de sentir inveja da beleza alheia. Cansei de ouvir. Cansei de ler. Cansei de cansar. Que vontade de viver! Passou. Quer saber? Olha a minha cama. Ela não para de me chamar. Vem cá deitar guria. Acho que vou lá. Pensar em pessoas que nem fazem ideia de que eu penso. Assistir faustão e rir do figurino ridículo das dançarinas. Reclamar que amanhã é segunda feira, e que eu estou sozinha em casa. Ah, menina, deixa pra viver amanhã. Agora é hora de hibernar. Endominguei.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Ponto Final
Pois acredite que tudo o que vivemos não foi por acaso mas, este é o ponto final para nós. Dizer que o problema desde o princípio estava em mim, parece a coisa mais clichê que toda – e qualquer – pessoa já disse a alguém a fim de se ver livre de coisas que já não lhe faziam felizes, mas esta é a verdade, querendo ou não. Eu errei, me desculpe. Errei na busca da pessoa a que confiaria minha alma mas, esse tempo que passei junto a ti mostrou - me o quanto somos diferentes e o quanto possíveis desilusões sobre meu futuro próximo poderiam me fazer cair. Eu errei, e tu não tens nada a ver com isso. Acredite que, você não fez absolutamente nada para que as coisas mudassem dessa maneira em mim. Me perdoe por ser assim, um tanto quanto inconstante mas existem coisas que você precisa entender. Não estou dizendo para que não sofras e também não lhe direi: - Tu vais encontrar alguém. Alguém melhor do que fui , alguém que te faça mais feliz do que fiz.
Não encare isso como o fim de uma história. Encare isso como um recomeço. Um recomeço para cada um de nós. Queria te agradecer por me fazer feliz durante todo esse tempo e também, por deixar em mim essas lembranças que hoje me fazem acreditar que tudo valeu a pena.
Ps.: Esse texto fora escrito a muito tempo atrás. A história não é minha. É mais uma da tag 'inventei'. Ele havia sido publicado a muito tempo, mas fora mal interpretado. Ressuscitei o dito cujo, e aí está.
Feia, a Bela
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Caso de inverno
Segurei na mão dele. Deixei que me levasse para onde quisesse. Me leva pro teu mundo, pra tua vida, pra tua casa. Eu não sabia exatamente para onde estávamos indo. Nem ele. O simples fato de estarmos juntos já nos fazia um só. Já nos fazia as pessoas mais felizes do mundo. Segurei na mão dele. Adrenalina. Nós não devíamos estar juntos. Não podíamos. Mas queríamos. Ele me conduziu até a sombra da árvore mais feia que eu já vi. Mas naquele momento, senti que era ali que devíamos estar. Hoje, passo por lá e sorrio, lembrando - me das doces palavras que fizeram meu coração bombear mais sangue que o normal. Você é realmente linda, eu tenho sorte demais. Cala a boca, olha essa cara minada de espinha e esse nariz de batata, tem certeza do que tá dizendo? Eu não ligo. Para de mentir. Não tô mentindo. Você diz isso para todas? Digo. Ainda tem a cara de pau de me dizer as mesmas coisas? Tenho. Você é igual a todos os outros. Eu te amo. Disse isso para todas as outras também? Não. Está mentindo. É nisso que você acredita? Não, eu não consigo imaginar você mentindo para mim. Está vendo? Vendo o que? Que o amor é recíproco. Eu não sabia se aquilo, era amor de fato. Sabia que era lindo. Sabia que ele poderia me fazer feliz. Por mais que essa felicidade durassem seilá, 2 dias, 2 horas, 1 minuto e meio. Sabia também, que não me esqueceria dele tão cedo. Ele fora o mais sincero de todos eles. Não deixou se sair do padrão, só tinha algo a mais. Tinha sinceridade nos olhos. Alias, que lindos olhos, puta que pariu.
sábado, 2 de julho de 2011
Ilusão de banco de praça
E nós estávamos sentados lá. Numa praça. Eu podia ver os olhos que se fixavam em mim. Ah, que lugarzinho de merda fomos escolher para isso. Afinal, de que "isso" estamos falando? Ele só me chamou pra sair, espairecer. Ei, o que você acha de sairmos na quarta? Hm, quarta feira tá bom. Todos os dias me pareciam ótimos. Principalmente se fossem para sair com ele. Mas a malícia dessa história estava na cabeça dele, eu era ingênua, ingênua pra caramba. Quarta feira, estava ele lá, sentado naquele banco. Passei maquiagem, muita maquiagem, aliás, que maneira mais ridícula de tentar esconder os defeitos, não? Uma hora ou outra um cosmético acaba, e querendo ou não, maquiagem demais estraga a gente. Estraga caráter. Ele me disse que eu estava linda. E eu acreditei. Começamos a nos olhar feito idiotas. Tá e aí? E aí o que? Tascou-me um beijo. Dois, três. Espera. Você não quer conversar, aliás, não devia ser assim? E sobre o que você quer falar? Seilá, me pede como foi o meu dia. Tá, como foi o seu dia? Foi bom. E o seu. Também, agora podemos continuar? Tá. Conversar com ele parecia - e era - impossível. De repente, surgem cerca de 10 ou 12 "brothers", gritando como se seilá, o grêmio tivesse feito um gol na final do campeonato. Olhei incrédula para ele. Ele sorriu. Aquela manada de adolescentes me serviu de companhia para chegar ao menos em casa. E ele? Ah, ele foi mais um idiota na minha vida.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Friday, 01
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Olha pra cá,
Levanta esses olhos, menina. Ocupa a tua cabeça. Ninguém é digno das lágrimas de ninguém. Sai. Canta. Rebola no meio da rua. Retoma o teu brilho. A vida é linda. Sabe quem mais sofre com essa depressão sem motivo, aparente? É.
Compra uma caixa de lápis de cor e sai por aí colorindo a vida. Sai dessa cama, dessa prisão que tu mesma criou. Olha o relógio: Ele não pára. Aproveita que o colágeno ainda tá em grandes proporções na tua cara, porque daqui a um tempo tu vai sentir falta dele. E não, não fica preocupada se os outros estiverem "sentindo pena de você". Mostra pra eles (e para ti mesma) que não existem motivos para que ninguém sinta pena de você. O mundo dá voltas, e te leva sempre pro mesmo lugar: Onde você deveria estar. Tá frio? Vá para debaixo das cobertas. Seus pés estão gelados? Encha-os de meias. A pessoa por quem vale a pena fazer qualquer coisa, tá no reflexo do teu espelho.
Compra uma caixa de lápis de cor e sai por aí colorindo a vida. Sai dessa cama, dessa prisão que tu mesma criou. Olha o relógio: Ele não pára. Aproveita que o colágeno ainda tá em grandes proporções na tua cara, porque daqui a um tempo tu vai sentir falta dele. E não, não fica preocupada se os outros estiverem "sentindo pena de você". Mostra pra eles (e para ti mesma) que não existem motivos para que ninguém sinta pena de você. O mundo dá voltas, e te leva sempre pro mesmo lugar: Onde você deveria estar. Tá frio? Vá para debaixo das cobertas. Seus pés estão gelados? Encha-os de meias. A pessoa por quem vale a pena fazer qualquer coisa, tá no reflexo do teu espelho.
Assinar:
Postagens (Atom)