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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Eu tô ficando velha, eu tô ficando Louca!"


Um dia desses ainda fico louca! Como pôde Deus ter me dado uma mente tão fantasiosa? Vejo coisa onde não tem, imagino gente que não existe e, daqui a pouco, William Bonner vai começar a conversar comigo! Existe remédio pra gente maluca assim, como eu? Deve ser por isso que o tempo (ou eu mesma, de fato) tenha criado essa barreira ao meu redor na hora da socialização. Uma vez, parecia mais fácil: era só cumprimentar, contar um pedaço da vida e pronto, já tínhamos amigos para a vida toda. Hoje parece tão mais difícil...

Será a maioridade? Serão as pessoas? Será que o problema tá é comigo? Essa mania de achar que eu estou sempre certa me leva a crer que o problema não está na terceira opção, mas e se for? O que é que a gente faz pra passar toda essa maluquisse de alguém que só quer ser normal? Isso é normal? Quantas perguntas mais eu vou ter que me fazer? 

Não, a maioridade não pode ser. Depois dela é que nascem os dentes do juízo, e se são do juízo, devem trazer alguma coisa boa, não? Depois dela é que se pode dirigir e só depois dela é que somos responsáveis por nós mesmos... Não, acho que não seriam as pessoas, apesar de todas as coisas que elas fazem - por muitas vezes absurdamente incompreensíveis - ainda existem as boas. 

Acho que sou eu. 

Até essa renúncia do papa me fez pensar. Será que existe alguma coisa por tras disso? Será que aquela história dos illuminatis é real ou é tudo fantasia da minha cabeça? Porque é que essa ideia de que tudo tem um lado obscuro me ronda incansavelmente e me cega? Como faz pra viver na realidade? Ou, melhor: como a gente aprende a separar a fantasia da realidade? Oh, dúvida cruel.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Escritor / Heroi


Sim! Dentre as pessoas mais corajosas desse mundo (bombeiros, policiais, o super-homens) estão eles. Desbravadores da opinião pública, sujeitos a apedrejamentos e palavras de mal grado, escritores. Me pergunto se no mundo existiria alguém que mais os ama e inveja ao mesmo tempo quanto eu. Ah, Fabrício Carpinejar, queria eu ter a coragem de falar do amor sem medo, de expor na cabeça (como sempre renovas) o sentimento que se sente diante de alguém ou de alguma.

Ver amor, amor, inconstância. Tati, minha linda. Já quis tanto esfregar um texto seu na cara de alguém que às vezes me pergunto se isso não seria pecado. Desejar ter escrito 90% das coisas que escreveste e publicá – las. "Publicar", tá aí o problema. Stella, Caio, Martha... Se alguém, algum dia, souber me dizer e puder me ensinar como é que a gente faz pra não ver maldade em quase todas as coisas, que me procure! Porque estou, definitivamente, começando a ficar preocupada comigo: ou eu só eu vejo o lado ruim das coisas ou o lado ruim das coisas existe em quase todas elas.

Me sinto em apuros: quero escrever mas não sei se suporto. Como é que vocês fazem? Ignoram? Revidam? Fingem que não vêem? To precisando de ajuda. Tem um monte de coisa presa na minha garganta que precisa ser dita.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Vida é Um Ônibus


A cada dia que passa me convenço cada vez mais de que a vida é um ônibus. Essa história de que ela é passageira, pra mim não faz sentido: os passageiros da vida somos nós. Quando nascemos, entramos numa linha em que o roteiro se desconhece. Quando jovens, temos motoristas experientes (por vezes nem tanto assim) que conduzem brilhantemente nosso caminho e nos incentivam a fazer escolhas. Passageiros entram, pegam carona, compartilham histórias (e fazem parte da nossa), mas quando menos se espera eles descem. Perto de casa? Não sei. Porque descem? Porque têm de descer, por que cansaram ou porque definitivamente chegou “a hora”.

Existem pessoas que quando descem, não partem definitivamente, e, se partem, permanecem. Permanecem no coração e nas lembranças. No cheiro que deixaram no banco o qual passaram anos, meses, a vida toda sentadas. A morte não é fácil. Não pra quem permanece, mas ela é natural. Hora ou outra, todos morreremos. Novos, velhos, na meia idade... A hora de todo mundo chega. Não estou aqui para dizer que deve – se aceitá - la sem sentir a perda. Perder nunca é bom, mas ensina.

Perder num jogo de xadrez mostra que deve – se aprimorar a estratégia de jogo. Perder o celular mostra que deve – se estar mais atento às coisas que se faz, mas a perda de uma pessoa mostra uma coisa muito mais importante: mostra que a gente tem que viver. Viver bem, intensamente. Ela mostra que a vida é um ônibus, e deve – se aproveitar a viagem para que quando a hora de descer chegar, outras pessoas entendam a importância e o sentido real da vida.


Texto dedicado à minha amiga Karine: que tu sejas muito feliz, e aprenda a superar esse e muitos outros obstáculos que a vida vier a te impor.