Páginas

Mostrando postagens com marcador Caio Fernando de Abreu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caio Fernando de Abreu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Escritor / Heroi


Sim! Dentre as pessoas mais corajosas desse mundo (bombeiros, policiais, o super-homens) estão eles. Desbravadores da opinião pública, sujeitos a apedrejamentos e palavras de mal grado, escritores. Me pergunto se no mundo existiria alguém que mais os ama e inveja ao mesmo tempo quanto eu. Ah, Fabrício Carpinejar, queria eu ter a coragem de falar do amor sem medo, de expor na cabeça (como sempre renovas) o sentimento que se sente diante de alguém ou de alguma.

Ver amor, amor, inconstância. Tati, minha linda. Já quis tanto esfregar um texto seu na cara de alguém que às vezes me pergunto se isso não seria pecado. Desejar ter escrito 90% das coisas que escreveste e publicá – las. "Publicar", tá aí o problema. Stella, Caio, Martha... Se alguém, algum dia, souber me dizer e puder me ensinar como é que a gente faz pra não ver maldade em quase todas as coisas, que me procure! Porque estou, definitivamente, começando a ficar preocupada comigo: ou eu só eu vejo o lado ruim das coisas ou o lado ruim das coisas existe em quase todas elas.

Me sinto em apuros: quero escrever mas não sei se suporto. Como é que vocês fazem? Ignoram? Revidam? Fingem que não vêem? To precisando de ajuda. Tem um monte de coisa presa na minha garganta que precisa ser dita.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eu Tô de Bem

Pé do Guto

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.

Caio Fernando Abreu

sábado, 23 de julho de 2011

A Moça que tinha Olhos de Ressaca

Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.

Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 7 de março de 2011

Textos dos Outros: Confissões

Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente .. um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade .. quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você. Suas confissões.

Caio F. de Abreu

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Textos dos Outros: Arrumando a Bagunça

A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto.  Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

Caio Fernando de Abreu