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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Olha pra cá,

Levanta esses olhos, menina. Ocupa a tua cabeça. Ninguém é digno das lágrimas de ninguém. Sai. Canta. Rebola no meio da rua. Retoma o teu brilho. A vida é linda. Sabe quem mais sofre com essa depressão sem motivo, aparente? É.
Compra uma caixa de lápis de cor e sai por aí colorindo a vida. Sai dessa cama, dessa prisão que tu mesma criou. Olha o relógio: Ele não pára. Aproveita que o colágeno ainda tá em grandes proporções na tua cara, porque daqui a um tempo tu vai sentir falta dele. E não, não fica preocupada se os outros estiverem "sentindo pena de você". Mostra pra eles (e para ti mesma) que não existem motivos para que ninguém sinta pena de você. O mundo dá voltas, e te leva sempre pro mesmo lugar: Onde você deveria estar. Tá frio? Vá para debaixo das cobertas. Seus pés estão gelados? Encha-os de meias. A pessoa por quem vale a pena fazer qualquer coisa, tá no reflexo do teu espelho.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Desabafo Desnecessário

Sabe, a vida - digo, então, 16 anos, algo que parece pouco tempo para os leigos - me ensinou coisas que, jamais precisaram serem ditas. O mais curioso de tudo, é que a gente aprende quando leva na cabeça. E não sou só eu. Mais da metade do planeta age como se as coisas fossem simples, como se o tempo resolvesse tudo e que o tiver de ser será. O problema é quando não é. O problema é quando fechamos os ouvidos para não ouvir nada de ninguém e ouvimos somente aquilo que julgamos que seja o melhor para nós mesmos. Como seres humanos, não pensamos no depois. No amanhã. No "daqui um tempo", e quer saber? Graças á Deus somos assim. O que seria da nossa vida sem riscos? Sem aquela preocupação e adrenalina de um: "será que vai dar certo"? É com os erros que a gente aprende. E não adianta dizer que não. Masoquismo é idiotice. Mas quem sabe tirar pelo ou menos uma coisa boa de cada situação triste e embaraçosa da vida, pode se considerar uma pessoa muito, muito inteligente. Meu amigo, essa vida já me fez cair aos prantos, já me fez gritar de raiva, já me fez inchar a cara de tanto chorar, mas é a mesma vida que me fez viver momentos incríveis ao lado de pessoas incomparáveis, é a mesma que me viu sorrir, que me viu dar gargalhadas até sentir dor de barriga e eu não fico do lado de fora, vendo ela passar assim, depressa. Eu vivo ela como se cada dia fosse o último. Ninguém sabe o que o amanhã nos reserva, ou eu tô errada?

Sorriso na cara, bochechas coradas, dedos gelados. Eu só preciso de um tempo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Textos dos Outros: Ei, Zé

Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!
Tati Bernardi

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ask me Anything


A maioria das pessoas julga o formspring como uma rede social de gente fútil, ou que gosta de promover a própria popularidade. Eu penso diferente. O formspring é uma das redes sociais mais inteligentes e mal exploradas que eu conheço, adoro o fato de poder fazer perguntas e receber perguntas de pessoas até mesmo sem  saber quem são. O formspring é bom pra ser usado de forma inteligente, com perguntas inteligentes, ou somente respostas inteligentes. Uma prova disso, é essa resposta que eu julguei genial quando vi:
O que é decadência nacional : Restart , Hori , Cine , etc ou Funk ?
Decadência nacional é você ser brutalmente agredido tanto física quanto verbalmente por se apaixonar por uma pessoa do mesmo sexo. Decadência nacional é você renegar pessoas do próprio país, é você achar a cultura do país que você nasceu uma porcaria, é você julgar uma pessoa pelo lugar em que ela nasceu. Decadência nacional é você viver no Brasil e pensar que vive na Europa e sempre que olhar para uma pessoa "de baixo nível" como se tivesse bosta em baixo do nariz. Decadência nacional é você não se importar se existem animais sendo agredidos ou pessoas comendo o resto da sua comida. Decadência nacional é você se preocupar com o que o dinheiro lhe trará de bom e não o que o seu amor levará de bom a outra pessoa. Isso é decadência nacional. O que as pessoas ouvem ou deixam de ouvir é o menor dos nossos problemas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sanidade


Ás vezes coloco em dúvida minha própria sanidade. Não me julgo normal. Não me julgo alienada. Sei que vejo tudo o que me cerca de maneira diferente. Ou todos que me cercam me vêem de maneira diferente. Não entendo de sentimentos pra ficar ‘fingindo que esbanjo conhecimento’ mas existem muitas pessoas que banalizam toda e qualquer coisa. Hoje em dia, tudo o que faz bem, é banalizado. Como diria o gênio Machado de Assis: “Lágrimas não são argumentos”, não que estas façam bem, mas ajudam a expulsar tudo aquilo que não pode ser expressado em palavras e em forma de água e mais algumas coisas que não podem ser explicadas. Beleza, ninguém entendeu o que eu disse. Talvez nem eu mesma compreenda aquilo que sai por entre linhas e que saber? Foda-se. Ando feliz demais pra me preocupar com bobagens e eu acho que a maioria dos seres humanos – que se julgam inteligentes demais para compreender ou simplesmente, colocar – se no lugar das pessoas que estão á sua volta – deviam cair na real e parar de reclamar do que têm, do que não têm e do que os outros têm. Você tem uma vida. Cuide dela e pare de criticar as pessoas que não pensam como você. É o que pessoas maduras e inteligentes fazem.

Já passou da hora de evoluir.