Páginas

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

2013 Oportunidades


Todo começo de ano é assim: ninguém quer deixar as coisas como estão. Pelo ou menos eu é que não quero. Nunca parei pra estabelecer metas, sabe? Minha vida nunca teve tanta oscilação  e como as coisas sempre continuavam iguais, me acomodei. Errado. Muito, muito, muito errado. O comodismo de longe deve contentar as pessoas. De longe deve se estabelecer na vida delas e de longe deve ser encarado como um modo de vida. É por isso que as metas e objetivos são tão importantes na vida de uma pessoa. É por isso que 2013 vai ser diferente. Não porque entrei na faculdade e as coisas no trabalho vão ser um pouco diferentes, mas porque eu decidi agir. Sabe aquele papo de ser espectador da própria vida? É, chega.

1. Parar de achar que é sempre comigo.
Deixar de nóia. Deixar de pensar que toda indiretinha idiota é pra mim. De pensar coisa ruim, de negatividade. Quero paz de espírito, paz de mim. Chega de guerra, Roberta!

2. Levar a faculdade e o trabalho a sério.
18 anos não é brincadeira. É responsabilidade, seriedade, começo de futuro. Investir agora, colher depois.  Tomara que PP só me traga coisa boa e me faça feliz.

3. Economizar uma graninha.
Tem gente que economiza pra fazer tatuagem, pra comprar roupa e eu só quero um box de câmera profissa + fusca. É pedir muito, papai do céu? Não quero ser mão de vaca, mas a graninha pra vocês dois eu vou guardar viu? Me aguardem! Mas pera, olha que linda essa blusinha...

4. Sem estress.
Respirar, deixar a vida fazer as coisas ao seu curso natural, sem estress. Andar de pé descalço, beijar de pé, não cobrar tanto da vida, da felicidade, do meu namorado. (Isso inclui o ciuminho meu de cada dia, pra que não vire um ciumão que sufoque tanto deixando meu mundo sem ar).

5. Ler mais, bem mais.
Essa é pra fechar. Vou fazer uma biblioteca em casa e um acervo dela na minha cabeça. Ler enriquece vocabulário, dá asas à criatividade (que vai ser muito útil quando eu for uma publicitária famosona) e te deixa mais legal. Mais legal pra lidar com as pessoas e com as situações. Mais legal na hora de perceber as coisas. Melhor.

Tem mais. Mas o resto eu vou deixar em cima da minha mesinha pra não esquecer de lembrar de ser feliz. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vlogs Literários


     Tenho o costume de antes de começar a ler um livro, procurar uma boa resenha dele. Muitas vezes, uso o Skoob como ferramenta, mas ele nem sempre é capaz de suprir certas dúvidas que tenho sobre determinadas obras. Até andei pesquisando em blogs e coisas do gênero uma boa crítica com um resumo geral, coisa que a gente aprende a fazer na escola, mas ó, tá difícil. Quase desistindo, resolvi dar uma pesquisada no Youtube. Não sei como vivi sem essas resenhas antes. Os Vlogs Literários são ótimas ferramentas de busca de opiniões para leitores do mundo todo. Grande maioria deles dão em inglês, mas os brasileiros também são muito bons! Vou anexar no post as resenhas de alguns livros que eu adoraria ler e os canais dos Vlogueiros. Tá aí! 

Respira, Mariana!
A Mari é um amor. De gosto muito refinado e voz de mulherão, prende a atenção em todas as resenhas que ela faz. Ela já resenhou alguns livros e os recomendou e, eu muito curiosa, os li. Não foram indicações falhas, e ela segura o livro do lado o tempo inteiro, e isso te faz querer pegar nele, nem que seja só pra dar uma folheadinha.




Tiny Little Things
A Tati tem um jeito muito engraçado e misterioso de se expressar. Gosto da parte em que a gente escolhe um livro pra ela ler e resenhar depois. Acho esse tipo de abertura fundamental, já que te deixa mais próximo de quem te acompanha. Ela lê mais clássicos e livros de literatura adulta, mas quando ela resenha um YA não deixa nada à desejar.




Vevsvaladares
Acho a Vevs engraçadíssima. O jeito diferente que ela costuma resenhar seus livros é desconcertante. Me identifiquei com ela porque em certos momentos ela lembra eu, falando e gesticulando. Recomendo!



O que vocês andam lendo?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Difíceis Separações

       
Dias atrás, rindo de antigas histórias que o tempo não consegue apagar, sorri. Sorri um sorriso de sentir as bochechas espremerem, e deu saudade. Foi como se as coisas acontecessem ali, numa apresentação em sépia que pairava por entre meus olhos. Meu pai, calorosamente dando palmadas na coxa me fazendo correr para o seu colo afim de me dizer algo sério. Assunto de gente adulta.  "Roberta, vamos fazer uma troca? Tu taca teu bico na lareira e eu te dou a Boneca Baby Barriguinha" Aquilo era muito sério. Ou a boneca, ou o bico. E na lareira, não ia dar pra pegar de volta. Mas era a Baby Barriguinha, alguém lembra da Baby Barriguinha? É! Aquela que a gente aperta a mamadeira e a barriga dela incha... Sabe? Eu sabia, e como queria.

Minha mãe sentada ao lado dele (só pra sentir a seriedade do assunto) me avisou que se eu optasse pela boneca não ia ter volta. Não ia ter outro bico e aquilo me deixou indecisa. Pensei nos momentos felizes que eu e a chupeta vivemos e, com muito dó, taquei ela no fogo. Sabe quando  pai e mãe babam no filho quando ele faz alguma coisa que nunca fez e ficam feito crianças batendo palmas e gritando "ÊÊÊÊÊ!!" pra criança ver que fez uma coisa ótima? Fiquei triste pelo bico mas ver meus pais gritando e batendo palmas pra mim e imaginar que logo logo eu teria a Baby Barriguinha só pra mim amenizou  a separação tão importante na vida de uma criança. Quase tão importante quanto as fraldas (que também têm uma história muito curiosa no meu caso: não acostumada com a ideia de ficar sem elas parecia um cachorrinho fazendo cocô pela casa toda e meus pais também gritavam "ÊÊÊÊÊ!!" quando isso acontecia).

São separações difíceis as quais somos impostos a vida inteira. Abandonar a creche. Amigos. A escola, e isso é tudo realmente desafioso. Mas a separação mais difícil de uma pessoa deve ser quando ela sai de casa. Quando ela deixa de ver seus pais todos os dias e de ter o café da manhã posto na mesa sempre. Ou pior ainda, quando os pais partem, descansam e o chão some. Deus que me livre, quero eu que isso seja tão fácil quanto trocar o bico pela Baby Barriguinha e ter na mente os dois com cara de abobados gritando "ÊÊÊÊ!!" enquanto eu fazia cocôs pela casa toda.