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quinta-feira, 21 de julho de 2011

De mal a pior ainda

Eu relativamente me empolguei com isso. Estava começando a aceitar a ideia de que poderia dar certo. Graças a Deus, usei o bom-censo, a coragem e a cara de pau. Parece ridículo, mas sim, procurei a cartomante.Eu poderia muito bem pedir conselhos ás minhas confidentes, mas, eu já sabia o que elas me diriam. Digamos que os anos de convivência fizeram assim. Uma pena, vou ter que pagar por isso. Entrei no carro e minhas mãos suavam descontroladamente. O caminho parecia nunca terminar. Confesso, que me senti uma completa idiota. Imaginei a tal da cartomante como uma senhora velha, enrugada e com tudo em cima - dos joelhos, é claro-. Coloquei-lhe, na minha pobre imaginação, um turbante cheio de brilhos e parafernálias que me chamassem a atenção, tirando os olhos dos dentes amarelados e do sotaque um tanto quanto místico. Comecei a  rir. Não da pobre senhora mas da minha imaginação tão óbvia de gente tola que acompanha novela das 11. Eu ia chegar lá e o que? Oi, ele tá com outra? Ela ia me dizer o óbvio. O que eu queria ouvir. Continuei na linha de raciocínio, de imaginar a imagem da pobre cartomante. Eca. Que nojo. Imaginei - lhe na cara uma verruga cabeluda que me causou repulsa. Estacionei. coloquei a testa sobre o volante e hesitei, mais uma vez, o porque de que estar fazendo algo que desde que me conheço por gente, julgo ser o ápice da babaquice. Olhei para a porta do estabelecimento mal acabado e vi uma velha senhora saindo aos prantos. A cartomante deve ser masoquista. Que nojo. Pensei na verruga cabeluda novamente. Isso bastou para que ligasse o motor do carro e procurasse ajuda gratuita. Alô? Guria? Preciso falar contigo...

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