sábado, 2 de julho de 2011
Ilusão de banco de praça
E nós estávamos sentados lá. Numa praça. Eu podia ver os olhos que se fixavam em mim. Ah, que lugarzinho de merda fomos escolher para isso. Afinal, de que "isso" estamos falando? Ele só me chamou pra sair, espairecer. Ei, o que você acha de sairmos na quarta? Hm, quarta feira tá bom. Todos os dias me pareciam ótimos. Principalmente se fossem para sair com ele. Mas a malícia dessa história estava na cabeça dele, eu era ingênua, ingênua pra caramba. Quarta feira, estava ele lá, sentado naquele banco. Passei maquiagem, muita maquiagem, aliás, que maneira mais ridícula de tentar esconder os defeitos, não? Uma hora ou outra um cosmético acaba, e querendo ou não, maquiagem demais estraga a gente. Estraga caráter. Ele me disse que eu estava linda. E eu acreditei. Começamos a nos olhar feito idiotas. Tá e aí? E aí o que? Tascou-me um beijo. Dois, três. Espera. Você não quer conversar, aliás, não devia ser assim? E sobre o que você quer falar? Seilá, me pede como foi o meu dia. Tá, como foi o seu dia? Foi bom. E o seu. Também, agora podemos continuar? Tá. Conversar com ele parecia - e era - impossível. De repente, surgem cerca de 10 ou 12 "brothers", gritando como se seilá, o grêmio tivesse feito um gol na final do campeonato. Olhei incrédula para ele. Ele sorriu. Aquela manada de adolescentes me serviu de companhia para chegar ao menos em casa. E ele? Ah, ele foi mais um idiota na minha vida.
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Seus textos são sensacionais! Nossa, amei mesmo...
ResponderExcluirPoxa, muito obrigada! =D
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