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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Eu tô ficando velha, eu tô ficando Louca!"


Um dia desses ainda fico louca! Como pôde Deus ter me dado uma mente tão fantasiosa? Vejo coisa onde não tem, imagino gente que não existe e, daqui a pouco, William Bonner vai começar a conversar comigo! Existe remédio pra gente maluca assim, como eu? Deve ser por isso que o tempo (ou eu mesma, de fato) tenha criado essa barreira ao meu redor na hora da socialização. Uma vez, parecia mais fácil: era só cumprimentar, contar um pedaço da vida e pronto, já tínhamos amigos para a vida toda. Hoje parece tão mais difícil...

Será a maioridade? Serão as pessoas? Será que o problema tá é comigo? Essa mania de achar que eu estou sempre certa me leva a crer que o problema não está na terceira opção, mas e se for? O que é que a gente faz pra passar toda essa maluquisse de alguém que só quer ser normal? Isso é normal? Quantas perguntas mais eu vou ter que me fazer? 

Não, a maioridade não pode ser. Depois dela é que nascem os dentes do juízo, e se são do juízo, devem trazer alguma coisa boa, não? Depois dela é que se pode dirigir e só depois dela é que somos responsáveis por nós mesmos... Não, acho que não seriam as pessoas, apesar de todas as coisas que elas fazem - por muitas vezes absurdamente incompreensíveis - ainda existem as boas. 

Acho que sou eu. 

Até essa renúncia do papa me fez pensar. Será que existe alguma coisa por tras disso? Será que aquela história dos illuminatis é real ou é tudo fantasia da minha cabeça? Porque é que essa ideia de que tudo tem um lado obscuro me ronda incansavelmente e me cega? Como faz pra viver na realidade? Ou, melhor: como a gente aprende a separar a fantasia da realidade? Oh, dúvida cruel.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Escritor / Heroi


Sim! Dentre as pessoas mais corajosas desse mundo (bombeiros, policiais, o super-homens) estão eles. Desbravadores da opinião pública, sujeitos a apedrejamentos e palavras de mal grado, escritores. Me pergunto se no mundo existiria alguém que mais os ama e inveja ao mesmo tempo quanto eu. Ah, Fabrício Carpinejar, queria eu ter a coragem de falar do amor sem medo, de expor na cabeça (como sempre renovas) o sentimento que se sente diante de alguém ou de alguma.

Ver amor, amor, inconstância. Tati, minha linda. Já quis tanto esfregar um texto seu na cara de alguém que às vezes me pergunto se isso não seria pecado. Desejar ter escrito 90% das coisas que escreveste e publicá – las. "Publicar", tá aí o problema. Stella, Caio, Martha... Se alguém, algum dia, souber me dizer e puder me ensinar como é que a gente faz pra não ver maldade em quase todas as coisas, que me procure! Porque estou, definitivamente, começando a ficar preocupada comigo: ou eu só eu vejo o lado ruim das coisas ou o lado ruim das coisas existe em quase todas elas.

Me sinto em apuros: quero escrever mas não sei se suporto. Como é que vocês fazem? Ignoram? Revidam? Fingem que não vêem? To precisando de ajuda. Tem um monte de coisa presa na minha garganta que precisa ser dita.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Vida é Um Ônibus


A cada dia que passa me convenço cada vez mais de que a vida é um ônibus. Essa história de que ela é passageira, pra mim não faz sentido: os passageiros da vida somos nós. Quando nascemos, entramos numa linha em que o roteiro se desconhece. Quando jovens, temos motoristas experientes (por vezes nem tanto assim) que conduzem brilhantemente nosso caminho e nos incentivam a fazer escolhas. Passageiros entram, pegam carona, compartilham histórias (e fazem parte da nossa), mas quando menos se espera eles descem. Perto de casa? Não sei. Porque descem? Porque têm de descer, por que cansaram ou porque definitivamente chegou “a hora”.

Existem pessoas que quando descem, não partem definitivamente, e, se partem, permanecem. Permanecem no coração e nas lembranças. No cheiro que deixaram no banco o qual passaram anos, meses, a vida toda sentadas. A morte não é fácil. Não pra quem permanece, mas ela é natural. Hora ou outra, todos morreremos. Novos, velhos, na meia idade... A hora de todo mundo chega. Não estou aqui para dizer que deve – se aceitá - la sem sentir a perda. Perder nunca é bom, mas ensina.

Perder num jogo de xadrez mostra que deve – se aprimorar a estratégia de jogo. Perder o celular mostra que deve – se estar mais atento às coisas que se faz, mas a perda de uma pessoa mostra uma coisa muito mais importante: mostra que a gente tem que viver. Viver bem, intensamente. Ela mostra que a vida é um ônibus, e deve – se aproveitar a viagem para que quando a hora de descer chegar, outras pessoas entendam a importância e o sentido real da vida.


Texto dedicado à minha amiga Karine: que tu sejas muito feliz, e aprenda a superar esse e muitos outros obstáculos que a vida vier a te impor. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

2013 Oportunidades


Todo começo de ano é assim: ninguém quer deixar as coisas como estão. Pelo ou menos eu é que não quero. Nunca parei pra estabelecer metas, sabe? Minha vida nunca teve tanta oscilação  e como as coisas sempre continuavam iguais, me acomodei. Errado. Muito, muito, muito errado. O comodismo de longe deve contentar as pessoas. De longe deve se estabelecer na vida delas e de longe deve ser encarado como um modo de vida. É por isso que as metas e objetivos são tão importantes na vida de uma pessoa. É por isso que 2013 vai ser diferente. Não porque entrei na faculdade e as coisas no trabalho vão ser um pouco diferentes, mas porque eu decidi agir. Sabe aquele papo de ser espectador da própria vida? É, chega.

1. Parar de achar que é sempre comigo.
Deixar de nóia. Deixar de pensar que toda indiretinha idiota é pra mim. De pensar coisa ruim, de negatividade. Quero paz de espírito, paz de mim. Chega de guerra, Roberta!

2. Levar a faculdade e o trabalho a sério.
18 anos não é brincadeira. É responsabilidade, seriedade, começo de futuro. Investir agora, colher depois.  Tomara que PP só me traga coisa boa e me faça feliz.

3. Economizar uma graninha.
Tem gente que economiza pra fazer tatuagem, pra comprar roupa e eu só quero um box de câmera profissa + fusca. É pedir muito, papai do céu? Não quero ser mão de vaca, mas a graninha pra vocês dois eu vou guardar viu? Me aguardem! Mas pera, olha que linda essa blusinha...

4. Sem estress.
Respirar, deixar a vida fazer as coisas ao seu curso natural, sem estress. Andar de pé descalço, beijar de pé, não cobrar tanto da vida, da felicidade, do meu namorado. (Isso inclui o ciuminho meu de cada dia, pra que não vire um ciumão que sufoque tanto deixando meu mundo sem ar).

5. Ler mais, bem mais.
Essa é pra fechar. Vou fazer uma biblioteca em casa e um acervo dela na minha cabeça. Ler enriquece vocabulário, dá asas à criatividade (que vai ser muito útil quando eu for uma publicitária famosona) e te deixa mais legal. Mais legal pra lidar com as pessoas e com as situações. Mais legal na hora de perceber as coisas. Melhor.

Tem mais. Mas o resto eu vou deixar em cima da minha mesinha pra não esquecer de lembrar de ser feliz. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vlogs Literários


     Tenho o costume de antes de começar a ler um livro, procurar uma boa resenha dele. Muitas vezes, uso o Skoob como ferramenta, mas ele nem sempre é capaz de suprir certas dúvidas que tenho sobre determinadas obras. Até andei pesquisando em blogs e coisas do gênero uma boa crítica com um resumo geral, coisa que a gente aprende a fazer na escola, mas ó, tá difícil. Quase desistindo, resolvi dar uma pesquisada no Youtube. Não sei como vivi sem essas resenhas antes. Os Vlogs Literários são ótimas ferramentas de busca de opiniões para leitores do mundo todo. Grande maioria deles dão em inglês, mas os brasileiros também são muito bons! Vou anexar no post as resenhas de alguns livros que eu adoraria ler e os canais dos Vlogueiros. Tá aí! 

Respira, Mariana!
A Mari é um amor. De gosto muito refinado e voz de mulherão, prende a atenção em todas as resenhas que ela faz. Ela já resenhou alguns livros e os recomendou e, eu muito curiosa, os li. Não foram indicações falhas, e ela segura o livro do lado o tempo inteiro, e isso te faz querer pegar nele, nem que seja só pra dar uma folheadinha.




Tiny Little Things
A Tati tem um jeito muito engraçado e misterioso de se expressar. Gosto da parte em que a gente escolhe um livro pra ela ler e resenhar depois. Acho esse tipo de abertura fundamental, já que te deixa mais próximo de quem te acompanha. Ela lê mais clássicos e livros de literatura adulta, mas quando ela resenha um YA não deixa nada à desejar.




Vevsvaladares
Acho a Vevs engraçadíssima. O jeito diferente que ela costuma resenhar seus livros é desconcertante. Me identifiquei com ela porque em certos momentos ela lembra eu, falando e gesticulando. Recomendo!



O que vocês andam lendo?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Difíceis Separações

       
Dias atrás, rindo de antigas histórias que o tempo não consegue apagar, sorri. Sorri um sorriso de sentir as bochechas espremerem, e deu saudade. Foi como se as coisas acontecessem ali, numa apresentação em sépia que pairava por entre meus olhos. Meu pai, calorosamente dando palmadas na coxa me fazendo correr para o seu colo afim de me dizer algo sério. Assunto de gente adulta.  "Roberta, vamos fazer uma troca? Tu taca teu bico na lareira e eu te dou a Boneca Baby Barriguinha" Aquilo era muito sério. Ou a boneca, ou o bico. E na lareira, não ia dar pra pegar de volta. Mas era a Baby Barriguinha, alguém lembra da Baby Barriguinha? É! Aquela que a gente aperta a mamadeira e a barriga dela incha... Sabe? Eu sabia, e como queria.

Minha mãe sentada ao lado dele (só pra sentir a seriedade do assunto) me avisou que se eu optasse pela boneca não ia ter volta. Não ia ter outro bico e aquilo me deixou indecisa. Pensei nos momentos felizes que eu e a chupeta vivemos e, com muito dó, taquei ela no fogo. Sabe quando  pai e mãe babam no filho quando ele faz alguma coisa que nunca fez e ficam feito crianças batendo palmas e gritando "ÊÊÊÊÊ!!" pra criança ver que fez uma coisa ótima? Fiquei triste pelo bico mas ver meus pais gritando e batendo palmas pra mim e imaginar que logo logo eu teria a Baby Barriguinha só pra mim amenizou  a separação tão importante na vida de uma criança. Quase tão importante quanto as fraldas (que também têm uma história muito curiosa no meu caso: não acostumada com a ideia de ficar sem elas parecia um cachorrinho fazendo cocô pela casa toda e meus pais também gritavam "ÊÊÊÊÊ!!" quando isso acontecia).

São separações difíceis as quais somos impostos a vida inteira. Abandonar a creche. Amigos. A escola, e isso é tudo realmente desafioso. Mas a separação mais difícil de uma pessoa deve ser quando ela sai de casa. Quando ela deixa de ver seus pais todos os dias e de ter o café da manhã posto na mesa sempre. Ou pior ainda, quando os pais partem, descansam e o chão some. Deus que me livre, quero eu que isso seja tão fácil quanto trocar o bico pela Baby Barriguinha e ter na mente os dois com cara de abobados gritando "ÊÊÊÊ!!" enquanto eu fazia cocôs pela casa toda.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Velha Chata


Não tem coisa que mais me mete medo do que envelhecer sozinha. Ter lá meus 70 e poucos anos e viver no silêncio de uma casa vazia. De acordar de mau humor e ir dormir do mesmo jeito. Quer dizer, até que tem. Viver triste, pra baixo, chata mesmo.Tenho observado muito aos velhinhos quando passo por eles na rua. Espero que eles não achem isso estranho, mas costumo ver onde eles mais têm rugas. Se na testa, de preocupação, se na boca, de tristeza. Se debaixo do olhos, de choradeza. (Choro + Tristeza), se nas bochechas, de tanto sorrir.

Mas eu não tenho esse medo por nada não. É que eu conheci uma velha chata. Ela tinha rugas na testa, na boca e debaixo dos olhos. Encontrei ela na fila de uma lotérica e ela só sabia reclamar do tamanho da fila. E quando chegou no caixa, só sabia reclamar das contas. E quando olhou pro caixa, da demora do atendimento. E quando saiu da lotérica, do degrau da porta. Deus que me livre, mas ela era muito chata. Coitadinhos dos filhos dela. Ah é! Já ia me esquecendo: Morro de medo também de que meus filhos não gostem da minha pessoa por ser tão chata. Ou meu bom e velhinho marido. Ou todo mundo.

Só sei que, na verdade, eu não queria aquela vida pra mim. Não quero. Não vou querer nunquinha. Não sei que tipo de velha vou ser, e é até meio precoce pensar nesse tipo de coisa antes dos 50, mas eu sei o que eu não quero ser desde já, e isso me basta. Pelo ou menos por enquanto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Receita de Ano Novo

Quando passei no vestibular pra Publicidade e Propaganda fiz questão de anunciar pro mundo inteiro e, desde que decidi que o faria, não tiro o olho dos anúncios publicitários e de toda e qualquer coisa ligada a eles. Amo Literatura, amo PP e quando os dois se unem, o resultado é lindo. O Bradesco soube aproveitar de forma incrível essa magia que existe entre os dois, o que só pôde resultar nisso:



O trecho não poderia pertencer a ninguém mais que Carlos Drummond de Andrade e, na íntegra, ele é melhor e mais profundo ainda.

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
"

Foi um acerto Publicitário enorme, bem como Carlos Drummond.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Passa a Poder


       Gosto de boas conversas. No meio de uma dessas "boas conversas" que a vida me deu de presente, eu e meu pai conversávamos sobre o que significa "ser adulto". Esse assunto surgiu no meu aniversário quando o passei com pouquíssimas pessoas ao meu lado. Minha família sempre juntou um monte de gente nessas datas comemorativas. Um monte. "Mas pai, justo no meu aniversário de 18 ninguém apareceu aqui em casa, porque?" Sério. Isso me intrigou muito. Acordei no dia seguinte não querendo nem mais comparecer à ceia de natal pra desejar um "Aeee, feliz natal, família!" já que ninguém compareceu à minha casa no meu dia pra me dizer "Aeee, parabéns! Agora já pode até ser presa hein!". Boa chorona que sou, chorei. Como pude ficar tão obsoleta na vida das pessoas?
       Aí meu pai, dotado de uma sabedoria que só a experiência de vida pode presentear, deu - me uma lição de vida que tenho certeza que vou contar até pros meus filhos. Ele me contou que a sociedade de hoje já está acostumada com o descaso para com os outros e que a vida de adulto é assim mesmo. O tempo passa e a gente acaba perdendo muita coisa pelo caminho, e algumas dessas coisas são as pessoas que tínhamos ao nosso lado quando éramos crianças e que, quem realmente importa nunca vai estar longe, nunca vai esquecer, mesmo que a léguas de distância.
       Isso me chocou. Será que isso acontece com todo mundo quando vira adulto do nada como eu? Essa coisa chata de ter que ficar sozinho e não ter mais "festa" de aniversário e só uma "comemoraçãozinha prosmaischegado"? 
       Bom, como prometi a mim mesma que sempre tentaria enxergar o lado positivo das coisas, aqui vou eu: Atingir a maioridade tem lá seus bons efeitos. Lugares que você não poderia visitar, você passa a poder. Coisas que você não poderia a ler, passa a poder. Coisas que gostaria de assistir - não pornografia, no meu caso hehe - você passa a poder. As crianças começam a te chamar de TIO e TIA e isso é muito legal. Eu sempre achei. Você passa a poder fazer coisas sem a necessidade da permissão dos seus pais e pode dirigir um automóvel. Pode comprar coisas no seu nome e comprar um fusca. Você, finalmente, é "dono de si" e desculpa esse tanto de aspas que eu usei nesse texto, mas você passa a viver "com as próprias pernas".

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sonzinho Bom

   
Janta - Marcelo Camelo e Mallu Magalhães

       Há quem goste, há quem odeie, mas eu amo esses dois. Ando numa fase da minha vida que a pressão de todos para com tudo têm me sufocado. Aí o que que eu faço? Eu canto. Canto, toco, leio, namoro. Tem coisa mais ruim que guardar mágoa? Existe tanta coisa - dá pra perder a conta de tanta mesmo - que faz mal só pra gente e que não tem ninguém aí que se importa se tu tá infeliz e triste.. No final, não vale à pena - nem a galinha - mesmo.
       Devaneei, desculpem - me a distração. Voltando ao que eu queria falar pra quem, enfim, lê o que eu escrevo, é que esse tipo de MPB que o Marcelo Camelo e a Mallu Magalhães tocam, de certa forma tem o poder de me levar pra um estado de espírito de completa paz e compreensão de mim mesma. Não sou totalmente conhecedora do campo da música, mas o som que ambos andam fazendo, acredito que depois que decidiram que se amavam e se ajudaram e se juntaram e se casaram, amadureceu muito (uma prova disso é a Mallu, própria).
       Aqui vos deixo um pedacinho das coisas que muito tenho escutado nas últimas semanas e que, de uma forma ou de outra, me têm feito muito feliz.

       
Meu Amor é Teu - Marcelo Camelo


Sambinha Bom - Mallu Magalhães


terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Mundo Precisa Conhecer


      Já faz um tempo que eu tô apaixonada. Pelo meu namorado sim, mas aqui vos falo de outra coisa. O que é o Skoob, afinal, professora? Oras, uma rede social! Mas não é comum, eu diria. Ele foi feito na medida exata pra todos aqueles que amam o prazer que a leitura proporciona, e que, principalmente, querem dividir um pouco disso tudo com o mundo. Segundo o institucional do site, ele foi construído ao som de "Good People" do cara, Jack Johnson que na letra da música insiste em perguntar para onde foram as boas pessoas, e a resposta - segundo a própria fonte "skoobana" - é de que foram para lá. 
      O Skoob nada mais é do que um site onde você mostra para as pessoas o que está lendo, o que já leu e o que ainda pretende ler. Você organiza uma espécie de estante virtual, a qual as pessoas podem visitar e ainda, perguntarem a sua opinião sobre qualquer autor ou obra que você já tenha lido, ou não, ou que esteja lendo.Lá você elabora resenhas, avalia e pode até, por ventura, trocar livros com gente do mundo inteiro, só que não pára por aí. O site, seguidamente sorteia exemplares de obras que são doadas pelas editoras e te deixa concorrer sem pagar nada - não sou sovina, embora esse comentário tentasse demonstrar o contrário -.
   
     Fazer o cadastro é muito fácil.  O skoob é uma ferramenta inteligente, feita pra quem ama a leitura. Ali você pode organizar tudo o que deseja ler, trocar, alugar na biblioteca do sesi (não necessariamente na do sesi, mas eu amo falar "da biblioteca do sesi"). O mundo precisa conhecer o skoob, não tanto quando eu passar no vestibular, mas precisa!
     Aqui tá o meu perfil. Se você já leu "Cinquenta Tons de Cinza" da E.L. James, me diz o que achou, porque eu comprei o livro e quando eu escutei que ele prendia a mulher no teto e fazia coisa que ninguém quer ver o pai e a mãe fazendo (né) com ela, fiquei um tanto quanto assustada. 

Att, Eu.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Turma do DÃÃÃ

Tenho observado esse pessoal faz um tempo. Eles me provocam reações diversas: sinto repulsa, sinto medo, sinto desânimo, mas acho que a sensação que prevalece é mesmo a compaixão. Porque eles são tão recalcados, que não conseguem se manifestar no mundo de outra forma. A única coisa que possuem para exibir é isso: seu espírito de porco.

Não é um defeito novo, mas ganhou um espaço de divulgação inimaginável na internet. Se antes eles exerciam seu espírito de porco em pequenos grupos, em comentários ferinos para meia dúzia de ouvidos, agora eles abusam da sua tolice em rede internacional para um público tão amplo, que os deixa embriagados com o alcance atingido. Eles são os neorretardados, os pusilâmines de grande escala.

Se você é uma pessoa de discernimento, que seleciona a informação que obtém, talvez ainda não tenha se deparado com eles. Sorte sua. Mas se tiver curiosidade de saber como a coisa funciona, entre em qualquer site de notícias de um provedor, como a página do Terra, por exemplo, e dê uma olhada nos comentários deixados. É de perder a esperança num mundo mais elegante.

Pra exemplificar, nas últimas semanas o site colocou no ar duas notícias de segunda linha, que não chegaram a repercutir mais do que poucas horas. Uma delas era sobre uma garota de 18 anos que se jogou da Torre Eiffel, em Paris. Chegaram a dizer que seria uma brasileira, mas era uma africana. Em poucos minutos, essa notícia gerou 1.581 comentários de gente lesada das ideias, cujo único prazer é fazer piadinha sobre a dor alheia, sem conseguir articular um raciocínio lógico. Pessoas que têm na agressividade sua única forma de expressão. Foram 1.581 comentários que deixam clara a quantidade de infelizes espalhados por todos os cantos. Porque o espírito de porco nada mais é do que uma exposição despudorada de infelicidade. Como o cara não se suporta, detona com tudo o que vê pela frente.

No mesmo dia desse suicídio, foi noticiada também a estreia da primeira gondoleira de Veneza. Depois de séculos de hegemonia masculina, agora há uma mulher conduzindo turistas nas gôndolas da mais deslumbrante cidade italiana. Fato que não mobiliza o mundo como a morte de Michael Jackson, mas é uma informação curiosa e simpática, que poderia gerar saudações a mais este espaço conquistado pelas mulheres, ou ser simplesmente ignorada, o que também é legítimo. Mas não. Os espíritos de porco, sem ter nada mais produtivo pra fazer, deixaram registradas suas manifestações de preconceito, numa exibição constrangedora de estreiteza mental. Porque o espírito de porco não é apenas uma pessoa com o humor mal-lapidado. Ele é um ignorante com empáfia.

Se fossem poucos, nada a temer. Mas a tacanhice é uma epidemia bem mais assustadora do que qualquer gripe. Porque não é temporária e tampouco tem cura. É o retrato do isolamento e da deseducação de uma geração recém saída das fraldas que, ao ter um teclado à disposição e o anonimato garantido, expõe toda sua miséria intelectual e afetiva. É a turma do “dããã” ganhando voz e propagando a mediocridade universal.


Martha Medeiros

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Um pedaço do Relicário

"Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar teu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher o espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas."

Esse é do tempo do tumblr. Deu saudade, corri pra cá mostrar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nova Parceria!



É por meio dessa postagem que venho lhes anunciar-lhes que fui convidada a escrever no blog People Fearless que fala de muita coisa legal e interessante. Meu primeiro texto já está no ar, se quiser conferir, http://peoplefearless.blogspot.com.br/2012/10/tell-me-baby-pensei.html


Vai aí um trechinho:
Pensei durante muito tempo desde que recebi o convite da Bianca sobre o que escrever aqui pra vocês – aliás, queria deixar bem claro que fiquei superfeliz com tudo isso – e não encontrei nada que me fizesse sentir tão à vontade de escrever do que o montante de coisas que me tem feito pirar de uns tempos pra cá: as críticas que uma pessoa recebe quando tem a iniciativa de tentar criar alguma coisa que ninguém jamais fez, ou teve coragem de fazer....
Quer mais? Entra aí! 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não Caia do Cavalo Tarde Demais


      Ela esperou o príncipe encantado, ele a salvou e ambos foram felizes para sempre. 
     Desde criança, meus pais, mais especificadamente minha mãe, zelaram pela minha individualidade. Minha educação se baseou no intuito de crescer independente - não que eu seja independente, ou esteja muito perto disso, bem pelo contrário -, de que quando a idade adulta de mim se aproximasse eu não precisasse de ninguém pra sobreviver. 
     Cresci ouvindo histórias de princesas que ficavam presas em torres e de outras que só acordavam com o beijo do príncipe. Cresci ouvindo do mundo inteiro que eu tinha obrigação de encontrar o dito cujo montado num cavalo branco pra encontrar a felicidade eterna. Por sorte, descobri ainda criança que essas histórias eram "mentiras" e que eu devia seguir a minha vida do jeito que bem entendesse. Nada a ver com  feminismo, mas tudo me leva a crer que os contos levam as meninas a viverem num ideal de submissão e necessidade de atenção da raça masculina. Talvez seja esse o motivo de ver tanta foto no face de guria mostrando a ponta do mamilo pra todo mundo ver. Né? 
     Pesquisei muito sobre e, por mais que vivamos numa sociedade moderna onde o sexo não é coisa pra se deixar só pra depois do casamento, existe atualmente uma regra vivida no relacionamento interpessoal  da "Lei da Oferta e Procura" que a gente estuda na escola mesmo. Resumidamente, essa lei é a quantidade disponível do produto colocado à venda. Quando esta quantidade é inferior ao consumo o preço sobe; quando se dá o inverso, o preço cai. Ok, a comparação não necessita de explicações.
     A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”
     Garotas, não vivam a busca de alguém perfeito que não existe. Não coloquem na vitrine aquilo que vocês mais tem de precioso. Tem tanto cara legal por aí, não é mostrando o útero numa minissaia que encontra alguém pra partilhar de momentos felizes, ou é?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eu Tô de Bem

Pé do Guto

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.

Caio Fernando Abreu

domingo, 26 de agosto de 2012

Apollo 11


       Viver deveria ser bom, deveria ser fácil. Viver deveria fazer sorrir, não fazer fugir ou se esconder das pessoas com medo das coisas absurdas que elas pensariam da roupa que tu veste, do sapato que tu usa, do estado normal ou anormal do teu cabelo. Viver deveria fazer bem e é isso o que leva as pessoas à depressão. Porque não é assim. Porque a sociedade impôs que as pessoas devem ser felizes a qualquer custo, e da mesma maneira todas elas se mostram tão felizes que deixam escondido o atual estado da patologia mundial. Todo mundo se individualiza, mesmo sem saber, e a sociedade fica cada vez mais monopolizada. Cada um se basta, cada um é dono de si mesmo, um é melhor que o outro. Isso dá nojo. Repugna. E se eu sair por aí falando que sou contra todo esse sistema, estarei mentindo, porque todo mundo vive baseado nisso. Até eu, mesmo que por obrigação. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Eterno por Natureza


       Sim! A coisa mais fofa do mundo é esse pedaço de lata cujo qual me rouba olhares. Não sei disfarçar quando vejo um desses fusquetas passando pela rua. Azul, verde, rosa, amarelo tudo deixa ele lindo. Talvez não seja fato de ser um carro eterno, mas a simplicidade que traz só de olhar faça com que realmente o Fusca seja um carro diferente. Parece que o dito cujo sorri. É um setentão com tudo em cima desde sempre, e seu design universal faz com que seja de tamanha importância cultural e estética no mundo inteiro.
       Isso não é  um texto que fala de emoção, que fala de amor ou que conta uma história. Esse é o texto do fusca, que rouba - me até as palavras e, por isso, eu o termino aqui, e agora.    

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Que nem na TV"

   
     O que que é isso na tua boca? É aparelho. Eu vou ter que usar isso quando eu crescer também? Não sei. Hoje eu descobri que o menino que eu gosto tá de namorico com a minha colega. E tu falou pra ele que gosta dele? Falei, mas os homens são todos iguais, vi isso na novela. Tu assiste novela? Sim, todo dia! Hm... Tu tem namorado né? Tenho. E vocês se amam de verdade verdadeira? Acho que sim! Acha? É! A gente se ama sim. Isso é bom... Faz uma trança no meu cabelo? Faço. Ai! Não puxa! Desculpa. Menina tem que ser delicada. Quem te disse isso? Vi no filme da TV... Depois tu me maquia? Maquio, que cor? Rosa, é de menina. Viu na TV? Não, no filme da Barbie. Que legal, tu gosta de Barbie? Adoro, tenho todas as bonecas. E de brincar de mamãe e filhinho, tu gosta? É chato... Gosto de colocar roupa na Barbie. Tô pedindo pra minha mãe o Ken pra namorar com a Barbie de dia das crianças. Namorar? É... Que nem na TV.
     Espera, quantos anos tu tem?
     Cinco.

terça-feira, 12 de junho de 2012

No Necesito Nada

     
Já havia prometido não expor sentimentos e todas essas coisas na internet. Já prometi sair da vitrine, e blá blá blá. Mas aí hoje eu li que a internet virou um ambiente social como qualquer um outro, e que só se deveria expor ali, aquilo que se diria pessoalmente, olho no olho. Mas aqui todo mundo vê tudo, e é como se eu tivesse gritando. Né? Então vou te escrever uma coisa que eu gritaria.

Tô escrevendo esse texto na noite do dia 11, e acho até que vou publicar ele amanhã. É que amanhã é dia dos namorados, e a gente só vai ver gente de mão dada na rua, no shopping, no elevador, subindo a escada. Sabe o que é mais legal de tudo isso? A gente faz parte deles. Parece clichêzinho, eu postando um texto assim, justo nesse dia, só porque eu tenho um namorado. Bá, um namorado. E meu!

Quero sempre a graça desse amor calminho. Quero ter na tua pessoa a calma de um dia agitado de trabalho. Quero deitar contigo e acordar toda manhã vendo o teu olho verde, que é verde puro de dar arrepio na gente. É lindo. Não só o teu olhar mas absolutamente tudo que existe na tua pessoa.

Te acho lindo até tirando meleca do nariz. Te acho lindo quando tu quase tem um treco quando eu encosto na tua axila. Te acho lindo quando tu me diz "tô louco pra te ver". Te acho lindo quando fica bêbado e começa a gritar "DUI" que sei lá o que significa. Te acho lindo quando tu me olha parado e sorri. Te acho lindo. E ainda mais, te amo. Eu tenho uma amiga que diz que ela só diz "te amo", sem o muito. Porque o amor é tão grande que se basta. Mas eu te amo muito. Não que o meu amor não seja o bastante mas é que ele é tão grande que não cabe em mim. Precisa do muito. E tu és o meu muito. Meu muito e meu namorado, então, que nesse dia tu possas te sentir tão feliz quanto eu e que essa felicidade seja sempre abundante na nossa vida, enquanto ela durar, Zé.