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terça-feira, 12 de junho de 2012

No Necesito Nada

     
Já havia prometido não expor sentimentos e todas essas coisas na internet. Já prometi sair da vitrine, e blá blá blá. Mas aí hoje eu li que a internet virou um ambiente social como qualquer um outro, e que só se deveria expor ali, aquilo que se diria pessoalmente, olho no olho. Mas aqui todo mundo vê tudo, e é como se eu tivesse gritando. Né? Então vou te escrever uma coisa que eu gritaria.

Tô escrevendo esse texto na noite do dia 11, e acho até que vou publicar ele amanhã. É que amanhã é dia dos namorados, e a gente só vai ver gente de mão dada na rua, no shopping, no elevador, subindo a escada. Sabe o que é mais legal de tudo isso? A gente faz parte deles. Parece clichêzinho, eu postando um texto assim, justo nesse dia, só porque eu tenho um namorado. Bá, um namorado. E meu!

Quero sempre a graça desse amor calminho. Quero ter na tua pessoa a calma de um dia agitado de trabalho. Quero deitar contigo e acordar toda manhã vendo o teu olho verde, que é verde puro de dar arrepio na gente. É lindo. Não só o teu olhar mas absolutamente tudo que existe na tua pessoa.

Te acho lindo até tirando meleca do nariz. Te acho lindo quando tu quase tem um treco quando eu encosto na tua axila. Te acho lindo quando tu me diz "tô louco pra te ver". Te acho lindo quando fica bêbado e começa a gritar "DUI" que sei lá o que significa. Te acho lindo quando tu me olha parado e sorri. Te acho lindo. E ainda mais, te amo. Eu tenho uma amiga que diz que ela só diz "te amo", sem o muito. Porque o amor é tão grande que se basta. Mas eu te amo muito. Não que o meu amor não seja o bastante mas é que ele é tão grande que não cabe em mim. Precisa do muito. E tu és o meu muito. Meu muito e meu namorado, então, que nesse dia tu possas te sentir tão feliz quanto eu e que essa felicidade seja sempre abundante na nossa vida, enquanto ela durar, Zé.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Minha joia

Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar deu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher os espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas.

Queria que você estivesse presente em cada segundinho da minha vida. Que me acordasse com um beijo teu, mesmo que o mal cheiro e o gostinho de manhã dominassem a minha boca. A tua boca. Essa coisa que me faz emergir nas sensações mais sem-nome desse planeta. Teu nome não sai dos meus lábios. Você não tem ideia do tamanho do orgulho que eu sinto de te pegar na mão assim, no meio da rua e de gritar pro planeta, pro sistema solar que você é de mim. Que eu sou de você. Olha, meu bem, se eu pudesse, juro, te grudava assim, o dia inteirinho da minha pessoa. Na minha cintura. Na minha vida.

Gosto tanto de quando me deixas cuidar de ti assim, pequeno. De quando me dizes do nada que me ama. De quando para, me observa, me afaga. Gosto tanto quando cerra as pálpebras ao toque do beijo meu. De quando te digo dos mil defeitos que possuo e me dizes que ama a cada um de maneira particular. De quando se utiliza dos teus singulares olhos verdes pra me ter nos braços, pra dizer qualquer coisa que não seria tão bem dita se decidires, então, falar. De quando prefere calar e me amar. E me amar. E me amar, meu amor.