Páginas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Parabéns pra Você

Fazer aniversário. É! Ficar mais velho e essas coisas. Sabe, nunca fui adepta da cultura de ficar felicíssima ao completar primaveras. É que poxa, a vida é uma contagem regressiva e um ano a mais de vida significa um ano mais pertinho do fim, é, do finalzinho. Não vou dizer que odeio fazer aniversário. Uma que não é ódio que eu guardo aqui. É mais nostalgia. Não chega a ser tristeza ou depressão. Aniversariar me deixa é pensativa como, cara, que que eu vou fazer da minha vida? Quanto tempo eu tenho ainda pra decidir sobre o que eu realmente posso fazer pra ser feliz? Quando é que eu vou começar a cair?

Sim! Cair a bunda, os peitos, os cabelos. Mas aí existem aqueles que julgam e dizem: Ah mas tu é uma guria muito nova pra pensar nessas coisas. Beleza, 17 anos é adolescência, nem maioridade se tem. E sabe o que é pior? Eles têm razão. Então por que diabos eu fico assim ao fazer a porcaria do aniversário? Fazendo a porcaria do drama? Por que diabos a gente tem que reclamar do aniversário mesmo? Tá certo. Comemorar tem lá suas vantagens. Se não fosse meu aniversário, eu não ganhava presente. Não mesmo. Se não fosse o meu aniversário, não tinha aquela puta torta de morango moreno na geladeira que me dá água na boca. Se não fosse a porcaria do aniversário, gente que eu não via a 5 mil anos não viria me visitar.

Quando a gente começa a avaliar o comportamento é que a gente vê onde a gente erra. Onde pode acertar, consertar. Talvez fazer aniversário não seja lá de todo ruim. Só sei que eu quero que os fios brancos apareçam daqui uns 30 anos, e se antes aparecerem, tinta neles, Batista!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E aí, Noel

Fala cara! Tava aqui pensando, te escrevi cartinhas um bom tempo só pedindo, e pedindo. Chega essa época do ano, e tudo aqui em casa fica colorido. A noite, vira dia e a casa fica toda iluminada só pra te receber, e eu nunca te agradeci, de fato por isso. É, juro que pensei em começar a te fazer aquela lista de desejos que todo mundo faz, de bens materiais no natal. Tudo bem que eu faço aniversário pertinho de vez em quando o presente vem pras duas datas, mas ele vem! E junto dele, o sorriso de quem lutou pra conseguir. Tô falando dos meus pais, cara. É, aqueles velhos que te entregavam as cartas de caligrafia caprichada que eu escrevia com tanto gosto. Cheia de esperança, de felicidade.

Então, Noel, esse ano fui boa moça. Me comportei, fiz a lição, tentei - juro que tentei - não brigar com o meu maninho, que também foi presente do senhor e não fiz mal - criação. Mas há meses atrás, senti falta do bico que tempos atrás te entreguei. Porque me senti só, aliás queria te fazer uma perguntinha, seu danado. Oh, o senhor andou me observando, foi? Porque quando mais senti - me só, mandaste um anjinho pra me fazer companhia. Pra me fazer sentir especial outra vez. Um anjinho lindo, que me falou das cores do mundo e do valor das coisas. Foi você? Bom, Noel, se foi: muito obrigada! Esse foi um dos presentinhos mais lindos desse ano, de verdade. O mais amado.

Queria te agradecer por reunir toda a parentada nessa época do ano. Por fazer com que nos abracemos ternamente, com sorriso na cara. Por fazer com que aquela minha tia, a de cara amarrada, desse gargalhadas ao ouvir as histórias dos outros. Queria te agradecer também, por obrigares a minha mãe a fazer aquele peru na brasa que eu tanto adoro. Sem peru, sem natal. Queria, além de todas essas coisas, te agradecer por dar graça à minha infância. Não sei com quantos anos fui parar de te escrever, mas hoje, 17 anos depois da primeira cartinha, venho te desejar feliz natal, Noel. Pra mim, pra você, pra minha mãe, pro meu pai, pro meu irmão e pro meu amor, valeu aí, cara.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Palavras ao Vento



Palavras ao Vento - Cassia Eller

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será...

PS.: A letra dessa música é maravilhosa.

Minha joia

Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar deu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher os espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas.

Queria que você estivesse presente em cada segundinho da minha vida. Que me acordasse com um beijo teu, mesmo que o mal cheiro e o gostinho de manhã dominassem a minha boca. A tua boca. Essa coisa que me faz emergir nas sensações mais sem-nome desse planeta. Teu nome não sai dos meus lábios. Você não tem ideia do tamanho do orgulho que eu sinto de te pegar na mão assim, no meio da rua e de gritar pro planeta, pro sistema solar que você é de mim. Que eu sou de você. Olha, meu bem, se eu pudesse, juro, te grudava assim, o dia inteirinho da minha pessoa. Na minha cintura. Na minha vida.

Gosto tanto de quando me deixas cuidar de ti assim, pequeno. De quando me dizes do nada que me ama. De quando para, me observa, me afaga. Gosto tanto quando cerra as pálpebras ao toque do beijo meu. De quando te digo dos mil defeitos que possuo e me dizes que ama a cada um de maneira particular. De quando se utiliza dos teus singulares olhos verdes pra me ter nos braços, pra dizer qualquer coisa que não seria tão bem dita se decidires, então, falar. De quando prefere calar e me amar. E me amar. E me amar, meu amor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Caso da Receita da Vida

Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente generosas, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas apaixonadas e apaixonantes, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar; desencadeadores de poemas, de sorrisos,de lições de vida que ficarão guardadas para sempre. A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma.

Marla de Queiroz

sábado, 5 de novembro de 2011

Postagem sem título aparente

Não seja muito. Se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi de que de nada vale sair mostrando a própria intensidade por aí. O mundo não rouba brilho de ninguém, mas ofusca. Ofusca a vontade de viver intensamente tudo o que se tem, tudo o que que conquistou. Aí, de repente, tudo fica assim. Opaco. Por isso a intensidade de nós vive guardada. Assim, pra gente. Porque de regar demais, plantinha também morre. Desde que me conheço por gente, mudei meu jeitinho pra agradar a alguém. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 7 anos, e ele amasse jogar Mário, eu começava a jogar Mário. Não que Mário seja um jogo ruim, bem pelo contrário. Eu adoro Mário. Mas isso não vem ao caso. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 10, e ele amasse jogar e assistir futebol, eu assistia. Não que futebol seja uma coisa ruim, bem pelo contrário. Eu adoro futebol. Se eu me apaixonasse por um menininho aos 13 e ele amasse meninas loiras, eu só não pintava o cabelo porque minha mãe não deixava. Esse foi o meu problema. Eu sempre fui muito adaptável. Sempre dei às pessoas o que elas quiseram. Agora tô eu aqui. Jogando Mário, assistindo futebol, dormindo até de meio dia, usando o cabelo amarrado, castanho e muito, muito feliz porque encontrei você. E não precisei mudar nadinha pra você amar esse meu jeito estabanado de ser. De viver.