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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E aí, Noel

Fala cara! Tava aqui pensando, te escrevi cartinhas um bom tempo só pedindo, e pedindo. Chega essa época do ano, e tudo aqui em casa fica colorido. A noite, vira dia e a casa fica toda iluminada só pra te receber, e eu nunca te agradeci, de fato por isso. É, juro que pensei em começar a te fazer aquela lista de desejos que todo mundo faz, de bens materiais no natal. Tudo bem que eu faço aniversário pertinho de vez em quando o presente vem pras duas datas, mas ele vem! E junto dele, o sorriso de quem lutou pra conseguir. Tô falando dos meus pais, cara. É, aqueles velhos que te entregavam as cartas de caligrafia caprichada que eu escrevia com tanto gosto. Cheia de esperança, de felicidade.

Então, Noel, esse ano fui boa moça. Me comportei, fiz a lição, tentei - juro que tentei - não brigar com o meu maninho, que também foi presente do senhor e não fiz mal - criação. Mas há meses atrás, senti falta do bico que tempos atrás te entreguei. Porque me senti só, aliás queria te fazer uma perguntinha, seu danado. Oh, o senhor andou me observando, foi? Porque quando mais senti - me só, mandaste um anjinho pra me fazer companhia. Pra me fazer sentir especial outra vez. Um anjinho lindo, que me falou das cores do mundo e do valor das coisas. Foi você? Bom, Noel, se foi: muito obrigada! Esse foi um dos presentinhos mais lindos desse ano, de verdade. O mais amado.

Queria te agradecer por reunir toda a parentada nessa época do ano. Por fazer com que nos abracemos ternamente, com sorriso na cara. Por fazer com que aquela minha tia, a de cara amarrada, desse gargalhadas ao ouvir as histórias dos outros. Queria te agradecer também, por obrigares a minha mãe a fazer aquele peru na brasa que eu tanto adoro. Sem peru, sem natal. Queria, além de todas essas coisas, te agradecer por dar graça à minha infância. Não sei com quantos anos fui parar de te escrever, mas hoje, 17 anos depois da primeira cartinha, venho te desejar feliz natal, Noel. Pra mim, pra você, pra minha mãe, pro meu pai, pro meu irmão e pro meu amor, valeu aí, cara.

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