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sábado, 5 de novembro de 2011

Postagem sem título aparente

Não seja muito. Se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi de que de nada vale sair mostrando a própria intensidade por aí. O mundo não rouba brilho de ninguém, mas ofusca. Ofusca a vontade de viver intensamente tudo o que se tem, tudo o que que conquistou. Aí, de repente, tudo fica assim. Opaco. Por isso a intensidade de nós vive guardada. Assim, pra gente. Porque de regar demais, plantinha também morre. Desde que me conheço por gente, mudei meu jeitinho pra agradar a alguém. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 7 anos, e ele amasse jogar Mário, eu começava a jogar Mário. Não que Mário seja um jogo ruim, bem pelo contrário. Eu adoro Mário. Mas isso não vem ao caso. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 10, e ele amasse jogar e assistir futebol, eu assistia. Não que futebol seja uma coisa ruim, bem pelo contrário. Eu adoro futebol. Se eu me apaixonasse por um menininho aos 13 e ele amasse meninas loiras, eu só não pintava o cabelo porque minha mãe não deixava. Esse foi o meu problema. Eu sempre fui muito adaptável. Sempre dei às pessoas o que elas quiseram. Agora tô eu aqui. Jogando Mário, assistindo futebol, dormindo até de meio dia, usando o cabelo amarrado, castanho e muito, muito feliz porque encontrei você. E não precisei mudar nadinha pra você amar esse meu jeito estabanado de ser. De viver.

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