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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ponto Final

Pois acredite que tudo o que vivemos não foi por acaso mas, este é o ponto final para nós. Dizer que o problema desde o princípio estava em mim, parece a coisa mais clichê que toda – e qualquer – pessoa já disse a alguém a fim de se ver livre de coisas que já não lhe faziam felizes, mas esta é a verdade, querendo ou não. Eu errei, me desculpe. Errei na busca da pessoa a que confiaria minha alma mas, esse tempo que passei junto a ti mostrou - me o quanto somos diferentes e o quanto possíveis desilusões sobre meu futuro próximo poderiam me fazer cair. Eu errei, e tu não tens nada a ver com isso. Acredite que, você não fez absolutamente nada para que as coisas mudassem dessa maneira em mim. Me perdoe por ser assim, um tanto quanto inconstante mas existem coisas que você precisa entender. Não estou dizendo para que não sofras e também não lhe direi: - Tu vais encontrar alguém. Alguém melhor do que fui , alguém que te faça mais feliz do que fiz.
Não encare isso como o fim de uma história. Encare isso como um recomeço. Um recomeço para cada um de nós. Queria te agradecer por me fazer feliz durante todo esse tempo e também, por deixar em mim essas lembranças que hoje me fazem acreditar que tudo valeu a pena.

Ps.: Esse texto fora escrito a muito tempo atrás. A história não é minha. É mais uma da tag 'inventei'. Ele havia sido publicado a muito tempo, mas fora mal interpretado. Ressuscitei o dito cujo, e aí está.

Feia, a Bela

Magra, loira, olhos verdes, peitão. Linda. Cabelos impecáveis e claro, nome bonito. Raquel. Amanda. Rosana. Falta alguma coisa, preciso lembrar. Vai que até o final da trama, de repente eu (re)descubra o que é. Quero dizer, vamos redefinir beleza? Mostra a literatura, que na época do renascimento as gordinhas eram mais atraentes. Os tempos mudaram. A circunferência que a fita métrica deve fazer na cintura das mulheres também mudou. Comer menos, se tornou absolutamente questão de vida ou morte para muitas adolescentes de hoje em dia. Anorexia é um assunto sério. É um assunto amplo. Mas eu não sou médica, psicóloga muito menos entendedora do assunto. Anorexia não é o assunto. O assunto é a necessidade de ter tudo em cima pra ser aceito em qualquer lugar. Cabelo bonito. Curvas. Dentes brancos. Alo, sociedade. Cadê os valores? Cadê a inteligência? Cadê? E agora essa é para vocês, homens: Quando vocês estiverem sozinhos, com uma 'linda gostosa boa', e quiserem compartilhar qualquer coisa, palavras de alento, de carinho, de conhecimento e a 'linda gostosa boa' não souber - ou não tiver - o que lhe dizer, você se contentaria em passar dias e dias apenas apalpando-lhe as saliências? Tenho medo da resposta. Talvez seja mesmo, por isso, que exista uma grande porcentagem de 'lindas gostosas boas' na face da Terra. Olha só, de repente redescobri o que lhes falta: cérebro.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Caso de inverno

Segurei na mão dele. Deixei que me levasse para onde quisesse. Me leva pro teu mundo, pra tua vida, pra tua casa. Eu não sabia exatamente para onde estávamos indo. Nem ele. O simples fato de estarmos juntos já nos fazia um só. Já nos fazia as pessoas mais felizes do mundo. Segurei na mão dele. Adrenalina. Nós não devíamos estar juntos. Não podíamos. Mas queríamos. Ele me conduziu até a sombra da árvore mais feia que eu já vi. Mas naquele momento, senti que era ali que devíamos estar. Hoje, passo por lá e sorrio, lembrando - me das doces palavras que fizeram meu coração bombear mais sangue que o normal. Você é realmente linda, eu tenho sorte demais. Cala a boca, olha essa cara minada de espinha e esse nariz de batata, tem certeza do que tá dizendo? Eu não ligo. Para de mentir. Não tô mentindo. Você diz isso para todas? Digo. Ainda tem a cara de pau de me dizer as mesmas coisas? Tenho. Você é igual a todos os outros. Eu te amo. Disse isso para todas as outras também? Não. Está mentindo. É nisso que você acredita? Não, eu não consigo imaginar você mentindo para mim. Está vendo? Vendo o que? Que o amor é recíproco. Eu não sabia se aquilo, era amor de fato. Sabia que era lindo. Sabia que ele poderia me fazer feliz. Por mais que essa felicidade durassem seilá, 2 dias, 2 horas, 1 minuto e meio. Sabia também, que não me esqueceria dele tão cedo. Ele fora o mais sincero de todos eles. Não deixou se sair do padrão, só tinha algo a mais. Tinha sinceridade nos olhos. Alias, que lindos olhos, puta que pariu.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Textos dos Outros: Eu preciso saber

A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber. Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama.
Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspecão noturna.
Mas isso não vai ficar assim. Ligo pra nossa amiga em comum. Ela não atende, afinal, são duas da manhã. Mando mensagem "me manda sua senha do Facebook agora ou vou ficar te ligando até amanhã cedo". Ela manda a senha e um palavrão. Acesso. Vamos ver. Eu preciso saber. Eu preciso. Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas. Fotos, fotos. A única foto nova é o flyer de uma festa que eu fui e ele não estava. Nada.
Jogo o nome dele no Google. Aparece uma foto dele alcoolizado dando entrevista em uma festa de mídia. Como é lindo. Tento o Twitter mas ele só escreve piada de político. Tento o Facebook, Twitter e blogs de amigos. Está ficando tarde. Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica. Estou retesadamente motivada e atenta. Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber.

sábado, 2 de julho de 2011

Ilusão de banco de praça

E nós estávamos sentados lá. Numa praça. Eu podia ver os olhos que se fixavam em mim. Ah, que lugarzinho de merda fomos escolher para isso. Afinal, de que "isso" estamos falando? Ele só me chamou pra sair, espairecer. Ei, o que você acha de sairmos na quarta? Hm, quarta feira tá bom. Todos os dias me pareciam ótimos. Principalmente se fossem para sair com ele. Mas a malícia dessa história estava na cabeça dele, eu era ingênua, ingênua pra caramba. Quarta feira, estava ele lá, sentado naquele banco. Passei maquiagem, muita maquiagem, aliás, que maneira mais ridícula de tentar esconder os defeitos, não? Uma hora ou outra um cosmético acaba, e querendo ou não, maquiagem demais estraga a gente. Estraga caráter. Ele me disse que eu estava linda. E eu acreditei. Começamos a nos olhar feito idiotas. Tá e aí? E aí o que? Tascou-me um beijo. Dois, três. Espera. Você não quer conversar, aliás, não devia ser assim? E sobre o que você quer falar? Seilá, me pede como foi o meu dia. Tá, como foi o seu dia? Foi bom. E o seu. Também, agora podemos continuar? Tá. Conversar com ele parecia - e era - impossível. De repente, surgem cerca de 10 ou 12 "brothers", gritando como se seilá, o  grêmio tivesse feito um gol na final do campeonato. Olhei incrédula para ele. Ele sorriu. Aquela manada de adolescentes me serviu de companhia para chegar ao menos em casa. E ele? Ah, ele foi mais um idiota na minha vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Friday, 01

Chuva lá fora. Obrigado, São Pedro, nada demais pode ser feito. Uma janela, me parece interessante. Sentei á beira, sozinha, cadeira dura. Nada estava a minha volta. Pus em mãos o meu violão. Estava frio demais para que pudesse ser fácil trocar com leveza de uma nota para a outra. Doíam-me as articulações. Insisti. Toquei a nossa música. Por que diabos fui tocar a nossa música? Nunca senti algo parecido. Não sei definir o que era, e nem vou me esforçar para que isso aconteça. É como se fizesse mais frio do lado de dentro do meu peito do que lá fora. Isso não me fez bem. Desisti de tentar preencher o silêncio - e o vazio - de mim e daquele lugar.Comecei a pensar em toda a nossa história, e depois de cada pedaço de lembrança que me vinha em mente, lembrava-me das 72 horas em que amargurei, que chorei por qualquer coisa, que não sorri e que fiquei totalmente feia e desfigurada depois de chorar feito uma adolescente em crise. Eu que pensava que estava totalmente recuperada dos traumas deixados em mim, aliás, a vida é tão complicada assim? Pensar nela e nas pessoas, de repente se tornou algo triste. Não devia ser assim. Não deve ser assim. Alguma coisa de repente me fez acordar, voltar para aquele lugar: Ei, você! O que pensa que está fazendo? Sai dessa janela. Para de perder tempo. Vá já, vá agora, fazer qualquer coisa. Não entre no meio de uma crise existencial. Não agora. Deixa de fazer drama. Não seja ridícula. Olhar e admirar o vazio da chuva é para poetas. Só está chovendo lá fora.