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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Palavras ao Vento



Palavras ao Vento - Cassia Eller

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será...

PS.: A letra dessa música é maravilhosa.

Minha joia

Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar deu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher os espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas.

Queria que você estivesse presente em cada segundinho da minha vida. Que me acordasse com um beijo teu, mesmo que o mal cheiro e o gostinho de manhã dominassem a minha boca. A tua boca. Essa coisa que me faz emergir nas sensações mais sem-nome desse planeta. Teu nome não sai dos meus lábios. Você não tem ideia do tamanho do orgulho que eu sinto de te pegar na mão assim, no meio da rua e de gritar pro planeta, pro sistema solar que você é de mim. Que eu sou de você. Olha, meu bem, se eu pudesse, juro, te grudava assim, o dia inteirinho da minha pessoa. Na minha cintura. Na minha vida.

Gosto tanto de quando me deixas cuidar de ti assim, pequeno. De quando me dizes do nada que me ama. De quando para, me observa, me afaga. Gosto tanto quando cerra as pálpebras ao toque do beijo meu. De quando te digo dos mil defeitos que possuo e me dizes que ama a cada um de maneira particular. De quando se utiliza dos teus singulares olhos verdes pra me ter nos braços, pra dizer qualquer coisa que não seria tão bem dita se decidires, então, falar. De quando prefere calar e me amar. E me amar. E me amar, meu amor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Caso da Receita da Vida

Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente generosas, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas apaixonadas e apaixonantes, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar; desencadeadores de poemas, de sorrisos,de lições de vida que ficarão guardadas para sempre. A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma.

Marla de Queiroz

sábado, 5 de novembro de 2011

Postagem sem título aparente

Não seja muito. Se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi de que de nada vale sair mostrando a própria intensidade por aí. O mundo não rouba brilho de ninguém, mas ofusca. Ofusca a vontade de viver intensamente tudo o que se tem, tudo o que que conquistou. Aí, de repente, tudo fica assim. Opaco. Por isso a intensidade de nós vive guardada. Assim, pra gente. Porque de regar demais, plantinha também morre. Desde que me conheço por gente, mudei meu jeitinho pra agradar a alguém. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 7 anos, e ele amasse jogar Mário, eu começava a jogar Mário. Não que Mário seja um jogo ruim, bem pelo contrário. Eu adoro Mário. Mas isso não vem ao caso. Se eu me apaixonasse por um menininho, aos 10, e ele amasse jogar e assistir futebol, eu assistia. Não que futebol seja uma coisa ruim, bem pelo contrário. Eu adoro futebol. Se eu me apaixonasse por um menininho aos 13 e ele amasse meninas loiras, eu só não pintava o cabelo porque minha mãe não deixava. Esse foi o meu problema. Eu sempre fui muito adaptável. Sempre dei às pessoas o que elas quiseram. Agora tô eu aqui. Jogando Mário, assistindo futebol, dormindo até de meio dia, usando o cabelo amarrado, castanho e muito, muito feliz porque encontrei você. E não precisei mudar nadinha pra você amar esse meu jeito estabanado de ser. De viver.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ainda Bem!



Ainda Bem - Marisa Monte

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

PS.: Aparte do "Nana na nana nana" não sai da minha cabeça. Sério. Mas a música, é linda.

domingo, 9 de outubro de 2011

Zeladora de Nós

Tô com vontade de gritar. É! De berrar aos quatro ventos que sou de você. Que sempre sonhei em ser de você e que estou morrendo de felicidade de poder, enfim, ser de você. Aqui dentro tem muita coisa junta acontecendo, meu menino. Vontade de fugir de mim e ir morar aí, dentro de ti. No coração. Do lado esquerdo, tem lugar? É que me parece tão, mas tão confortável viver no teu amor. No teu carinho. No teu afago. Me parece tão, mas tão confortável dormir ao som da melodia do batimento do teu peito, da tua respiração. Me deixa morar aí, vai. Prometo ficar quietinha e zelar do teu amor. Zelar da gente. Zelar de você.
Tô morrendo de vontade de te dizer umas mil coisas que estão aqui dentro. Que sinto por você tudo de mais lindo que existe no mundo. Que se nascessem flores de mim, elas seriam as mais belas e eu a ti, as entregaria. No teu jardim elas repousariam. Tô morrendo de vontade de morar no teu abraço. De me perder dentro de ti. De deitar no teu colo e esquecer de poréns. De esquecer do tempo. De esquecer de mim e de pensar da gente. De como somos quando estamos juntos, assim, um só. 
Você me diz que ama meu jeito de usar hipérboles com tamanha frequência e de segundos depois te chamar de amorzinho, lindinho, pequenino. Eu digo que amo toda vez que você repete alguma coisa que eu falo porque sabe que me faz sorrir. Digo que minhas pernas tremem quando nos olhamos tão silenciosamente e você, do nada, dá um daqueles sorrisos que, meu bem, me tomam de uma vontade maluca de pegar - te pelo rosto e encostar meu lábio no teu. Fechar os olhos e encostar minha cabeça na tua. Dizer que te amo, e que estou maluca. Louca. Apaixonada pela gente.