Páginas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Revendo Prioridades

E então, estou aqui hoje pra dizer-lhes, queridos companheiros que: A frequência de posts aqui do blog vai mudar, e muito. Hoje, dia 01/09/2011 estou no meio de uma crise existencial. Exclui boa parte das redes sociais a que pertencia e não faço ideia do porque. Mentira, faço sim.Ultimamente, minha inspiração foi pro beleléu e eu não acho nem um pouco justo, publicar a vocês que me acompanham a tanto tempo esses parágrafos que, ultimamente andam tão clichês quanto fuscas azuis pelas ruas de Farroupilha.

Outro motivo pela exclusão de quase tudo o que existe de mim, é o fato de que do nada, setembro me despertou que: Eu não tô aproveitando a vida. Tenho 16 anos e boa parte do meu dia, passo na frente de um computador. Isso não é vida. Não pra mim. A internet é uma ferramente incrível, sem mentira. Isso é inegável. Imutável. Mas ela rouba muita coisa da gente. Rouba muita coisa de mim. Enquanto eu tô na frente de um computador, tô perdendo tempo de passar com a minha família. A um bom tempo não tenho lido livros. Eu amo ler. Uma coisa que vocês provavelmente não saibam sobre mim, é de que eu quero ser médica. Sim! Quero lidar com pessoas. salvar vidas e trazê - las ao mundo. Se eu não for médica, vou ser engenheira ambiental. Mas antes de tudo: A medicina! Aí então hoje, parei pra pensar que sonho isso só por sonhar. Porque quando a gente quer uma coisa de verdade, a gente corre atrás.

E eu não estive correndo atrás.

Então agora vai ser assim: EU VOU VIVER. Caros leitores, não vou abandoná - los. Mas a frequência de posts aqui, será muito, muito incerta. Eu vou amar mais, vou aproveitar mais, vou viver mais. Porque eu não quero que seja tarde demais para então me arrepender de tudo o que não fiz. Não me apaguei totalmente na internet. Vou continuar com o Facebook. Vou continuar com o blog. Mas nada mais que isso. Ah, tem o msn também mas esse, eu vou fazer outro. Tenho muitos contatos enfeites nesse meu. Falo com cinco ou seis pessoas que me aturam e que gosto de falar. Vou aproveitar esses meus amigos. Vou aproveitar essa família linda que eu tenho e o estudo que vai ser a base do meu futuro. A base de tudo o que vou ser o resto da minha vida.

Outro motivo esquisito que me levou a toda essa revolução, foi o de que quando você se expõe demais na internet, as pessoas acabam perdendo a vontade de saber de você. Elas perdem completamente a curiosidade de você porque você expõe exatamente tudo o que elas querem saber. Olha só ao nosso redor! as coisas têm sido tão banalizadas ultimamente que ''eu te amo" virou "bom dia". O negócio não funciona assim, moçada. A vida não é assim não. Estuda. Vai ser alguém na vida. Não deixa a internet comer a tua vida social não! Não tô dizendo que se você fizer isso, sua vida vai ser melhor. Isso é só um: Cara, acorda também.

Eu em momento algum vou deixar de acessar à internet. Mas é claro que não. Vou entrar e falar com os meus amigos. Vou falar com pessoas que estão dispostas a conversar comigo. Não somente a me terem como um enfeite no Windows Live Messenger ou até mesmo como um número no twitter. Twitter pra que? Pra dizer ah, vou ali e já volto. Formspring que funciona mais pras pessoas te chamarem de filho da puta e viadinho? Quem se sente bem com tudo isso? Desculpa mãe, mas foda - se a opinião dos outros. Eu sou exatamente o que sou porque eu gosto de ser o que sou. Não tenho obrigação de agradar a ninguém. Isso aí.  Tu também não tens obrigação de agradar a ninguém.

Que tipo de futuro eu sonhava pra mim? Ah, vou ser médica, ganhar muito dinheiro e salvar as pessoas. Acho linda essa profissão. O mais curioso ainda, e que vocês não sabem, é que eu sonho em ser obstetra. Ginecologista e Obstetra. Já pensou? Dra. Roberta Vicente. hahaha, soa lindo, pra mim. Sonho com isso desde os 11 anos. Mas até então eu só sonhei. Não corri atrás. E é isso que vou fazer. Vou correr atrás dos meus objetivos. Dos meus sonhos. Já pensou que coisa mais linda eu, trazendo pessoas ao mundo? A vida ali, nas mãos... Quem me conhecia a tempos sabia que eu era definitivamente muito, mas muito presente em redes sociais. Qualquer coisinha que inventavam eu sentia a necessidade de ter pra mim. Mas não é mais assim.

Então, à partir de hoje, 01/09/2011, eu, Roberta Vicente, vou deixar com que as pessoas queiram descobrir sobre mim. Tenham curiosidade a respeito da minha pessoa. Minha versão completa e atualizada não vai estar exposta na internet pra quem estiver afim de saber. Ela vai estar guardada pra quem se dispuser a conhecer e é claro, tiver a paciência de me aturar. Vou correr atrás, finalmente, dos meus sonhos.

E pra vocês, caros leitores, um até breve bem, mas bem caloroso porque em setembro, ainda é bem frio.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pensamento pré-visto

Essa tarde, então, por entre risos involuntários, pensei: Que raios vou fazer quando te ver? Oi Zé. Tudo bem? Tudo em cima? Ah que bom. Tá frio né? É… Poxa, não tenho nenhuma novidade não, e você? Ah… Ô Zé, me faz feliz? É que… Pera, você disse sim? - Zé me beijando, e eu beijando Zé - Zé, não vai embora não. Fica. Não me perde. Não se perde. Me preenche, vai. Tô precisando tanto de alguém que cuide de mim. Ah, Zé, diz que vai me fazer feliz, diz.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Memorando

Eram bons os tempos em que costumávamos nos sentar à beira da varanda para falar de nada. Que sentíamos a brisa sob o rosto e cerrávamos os olhos a fim de abrir o coração. Eram bons os tempos em que não precisávamos levantar um decibel da voz para que pudéssemos nos comunicar. Em que não sorríamos somente para fotografias que hoje, estão amareladas no fundo da gaveta da escrevaninha. Em que deitávamos sob o gramado e contávamos constelações, contávamos da vida, contávamos do real valor que tudo aquilo tinha para nós mesmos. O mundo roubou - nos a pureza de aproveitar cada segundo do que a gente vive. Dá saudade. Era bonito, e como era bonito.

sábado, 27 de agosto de 2011

Vem

Moço, me adota. Cuida das minhas dores e dos meus anseios. Me olha no fundo dos olhos. Enxerga minh'alma. Juro que não sou chatinha não. Não tenho frescura, não gosto das coisas tão certinhas. Não fico horas na frente do espelho mexendo no cabelo e tenho as unhas bem, bem feinhas. Sabe, moço, tô precisando tanto de alguém que me proteja dos meus medos. Dos meus anseios.

Moço, me carrega nas costas e me faz rir o riso mais doce puder. Pega a colcha de retalhos, um filme bem sessão da tarde, coloca a pipoca no forno e deixa que eu arrumo o sofá. Mergulha por entre os cobertores e me deixa deitar no teu ombro. Moço, ri da vida comigo. Me morde. Passa teu nariz na minha face fazendo dengo. Vem ser dengoso comigo, moço, vem. Deixa eu meter as mãos por entre os teus fios de cabelo e te tocar o rosto de pele aveludada. Me deixa te olhar sem falar nada. Me deixa ver a beleza desses teus olhos verdes. Fala nada não. Fica quietinho. Moço, você é lindo.

Põe - me nos braços e me chama de tua.

Ai, moço, te quero tão bem. Faz acontecer em câmera lenta. Aumenta o volume do rádio e dança o passo mais desengonçado junto ao meu pela sala. Tropeça e cai no chão. Me leva junto pro chão, moço. Me faz cócegas e canta qualquer coisa no meu ouvido. Desafina. Afina. Sussurra. Diz que vai me proteger e não me deixa ir embora. Moço, não vai embora. Fica. Cuida de mim. Não se perde. Pega o papel e assina. Vai moço, me adota.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Conto de Maria I

No meio de toda aquela chatice de jantar de negócios, eis que tive um pequeno relapso. Te ver, de repente, sentado do outro lado da mesa fez-me ter um dejavú e perceber que eu já o vi antes. Sim, meu querido, nós nos conhecemos. Senão desta, de outras vidas. De paletó nada amassado, cabelos milimetricamente arrumados e a vida que transfigurava no lindo botão de cravo branco, provavelmente recentemente colhido no bolso esquerdo do peito. De pele aveludada e lábios um tanto quanto equilibrados. Cheios de cor e vontade. Só não sei se cheios da tua vontade ou da minha.

Tentei então imaginar se talvez pudesse lembrar do timbre da sua voz. Fina não deve ser. Ele não tem cara de voz fina. Espera, ele virou. Ih, tem gogó. A voz deve ser das graves. Será que tem sotaque? Preciso parar de encarar, daqui a pouco tá ele lá, pensando que eu sou uma psicopata. Louca. Maluca. 

E eu vou fazer o que? Virei sim, uma psicopata, louca e maluca - por ele -.

Decidida a parar de encarar o pobre - lindo, maravilhoso e meu - rapaz tentei concentrar - me na conversa mais que muito convencional entre meu pais e o chefe dele. Esta é a menina de vocês? É sim. Qual a sua graça? Maria. É um lindo nome, Maria. Sabes que esses dias... Desde então não ouvi absolutamente nada do que falavam à minha volta. Ele levantou. Sim, aquele de que falei que conheci em outras vidas. Arrastou suavemente a cadeira para longe da mesa e levantou. Como ele andava bonito! Desculpa, pai, preciso ir ao banheiro. Licença.

Continua...

Esse tal vazio de mim

Distraída, ao vagar pelo meu interior que agora, já fora arrumado. Tudo posto nos devidos lugares: coração, em mim, não em tu. Estômago, preso, não à embrulhar, relutar, girar e provocar-me sensações insanas. Alma, limpa, serena, não suja da podridão do meu sentimento inexato, não recíproco. Tudo aonde deveria estar, finalmente, estava. Mas por uma ventura do infinito que me cerca, me desprendi. Como aquele passarinho preso na gaiola, bem em teu devido lugar, mas ansiando pela liberdade, com sede de respirar ar puro…

Seria eu, estável, mas com ânsia de amor. Mas como todo passarinho e todo poeta, tenho medo. Cresce algo no meio de tudo que estava tão correto, e tira tudo o que estava no lugar do certo, me leva para o “talvez”, me leva para o inexato, me leva para o futuro, o amanhã… Tão incerto, tão recheado de dúvidas que vêm a transbordar pelos meus olhos quando nada mais se cabe aqui dentro. Nada mais se cabia, não entrava, não vinha. Talvez porque meu medo já tivesse resolvido se misturar as minhas tão vontades de me ter sempre aqui, sempre em mim. Por certo, não fora o suficiente. Talvez, quem sabe, não era o que merecia. Ter-me por completo em um espaço tão meu. Quem sabe foi por isso que o destino resolveu mudar a rota já traçada que vim a escolher para a minha vida, levando-me para longe de onde jurei jamais sair. Talvez não mais se cabia tanta vontade de prender-me a uma gaiola e viver a cantar, sem mais som algum. Talvez sair para respirar ar puro se transformou em sentir uma leve brisa que me trás as mais belas lembranças de que ninguém pode ser-te só seu. Nem eu.

Desprendi-me então deste sufoco vazio, desta gaiola invisível, destas correntes que aprisonavam-me em meu próprio eu. Desprendi-me e prendi-me à outro passarinho que vagava por aqui a sibilar acolá sobre as verdades que a vida tinha a mostrar. Prendi-me em outra gaiola – muito mais aconchegante, devo dizer – prendi-me a tu. E com a vontade de libertação maior que o medo de perder-me nos caminhos tortos que o vento nos aponta, fui. Segui. Voei. Libertei-me da dor e prendi-me, enfim, a tu, a nós.

PS: Esse texto não é de minha autoria. O vi perambulando pelo tumblr, mas uma pena mesmo é não saber o nome do autor dele.