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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nova Parceria!



É por meio dessa postagem que venho lhes anunciar-lhes que fui convidada a escrever no blog People Fearless que fala de muita coisa legal e interessante. Meu primeiro texto já está no ar, se quiser conferir, http://peoplefearless.blogspot.com.br/2012/10/tell-me-baby-pensei.html


Vai aí um trechinho:
Pensei durante muito tempo desde que recebi o convite da Bianca sobre o que escrever aqui pra vocês – aliás, queria deixar bem claro que fiquei superfeliz com tudo isso – e não encontrei nada que me fizesse sentir tão à vontade de escrever do que o montante de coisas que me tem feito pirar de uns tempos pra cá: as críticas que uma pessoa recebe quando tem a iniciativa de tentar criar alguma coisa que ninguém jamais fez, ou teve coragem de fazer....
Quer mais? Entra aí! 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não Caia do Cavalo Tarde Demais


      Ela esperou o príncipe encantado, ele a salvou e ambos foram felizes para sempre. 
     Desde criança, meus pais, mais especificadamente minha mãe, zelaram pela minha individualidade. Minha educação se baseou no intuito de crescer independente - não que eu seja independente, ou esteja muito perto disso, bem pelo contrário -, de que quando a idade adulta de mim se aproximasse eu não precisasse de ninguém pra sobreviver. 
     Cresci ouvindo histórias de princesas que ficavam presas em torres e de outras que só acordavam com o beijo do príncipe. Cresci ouvindo do mundo inteiro que eu tinha obrigação de encontrar o dito cujo montado num cavalo branco pra encontrar a felicidade eterna. Por sorte, descobri ainda criança que essas histórias eram "mentiras" e que eu devia seguir a minha vida do jeito que bem entendesse. Nada a ver com  feminismo, mas tudo me leva a crer que os contos levam as meninas a viverem num ideal de submissão e necessidade de atenção da raça masculina. Talvez seja esse o motivo de ver tanta foto no face de guria mostrando a ponta do mamilo pra todo mundo ver. Né? 
     Pesquisei muito sobre e, por mais que vivamos numa sociedade moderna onde o sexo não é coisa pra se deixar só pra depois do casamento, existe atualmente uma regra vivida no relacionamento interpessoal  da "Lei da Oferta e Procura" que a gente estuda na escola mesmo. Resumidamente, essa lei é a quantidade disponível do produto colocado à venda. Quando esta quantidade é inferior ao consumo o preço sobe; quando se dá o inverso, o preço cai. Ok, a comparação não necessita de explicações.
     A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”
     Garotas, não vivam a busca de alguém perfeito que não existe. Não coloquem na vitrine aquilo que vocês mais tem de precioso. Tem tanto cara legal por aí, não é mostrando o útero numa minissaia que encontra alguém pra partilhar de momentos felizes, ou é?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eu Tô de Bem

Pé do Guto

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.

Caio Fernando Abreu

domingo, 26 de agosto de 2012

Apollo 11


       Viver deveria ser bom, deveria ser fácil. Viver deveria fazer sorrir, não fazer fugir ou se esconder das pessoas com medo das coisas absurdas que elas pensariam da roupa que tu veste, do sapato que tu usa, do estado normal ou anormal do teu cabelo. Viver deveria fazer bem e é isso o que leva as pessoas à depressão. Porque não é assim. Porque a sociedade impôs que as pessoas devem ser felizes a qualquer custo, e da mesma maneira todas elas se mostram tão felizes que deixam escondido o atual estado da patologia mundial. Todo mundo se individualiza, mesmo sem saber, e a sociedade fica cada vez mais monopolizada. Cada um se basta, cada um é dono de si mesmo, um é melhor que o outro. Isso dá nojo. Repugna. E se eu sair por aí falando que sou contra todo esse sistema, estarei mentindo, porque todo mundo vive baseado nisso. Até eu, mesmo que por obrigação. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Eterno por Natureza


       Sim! A coisa mais fofa do mundo é esse pedaço de lata cujo qual me rouba olhares. Não sei disfarçar quando vejo um desses fusquetas passando pela rua. Azul, verde, rosa, amarelo tudo deixa ele lindo. Talvez não seja fato de ser um carro eterno, mas a simplicidade que traz só de olhar faça com que realmente o Fusca seja um carro diferente. Parece que o dito cujo sorri. É um setentão com tudo em cima desde sempre, e seu design universal faz com que seja de tamanha importância cultural e estética no mundo inteiro.
       Isso não é  um texto que fala de emoção, que fala de amor ou que conta uma história. Esse é o texto do fusca, que rouba - me até as palavras e, por isso, eu o termino aqui, e agora.    

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Que nem na TV"

   
     O que que é isso na tua boca? É aparelho. Eu vou ter que usar isso quando eu crescer também? Não sei. Hoje eu descobri que o menino que eu gosto tá de namorico com a minha colega. E tu falou pra ele que gosta dele? Falei, mas os homens são todos iguais, vi isso na novela. Tu assiste novela? Sim, todo dia! Hm... Tu tem namorado né? Tenho. E vocês se amam de verdade verdadeira? Acho que sim! Acha? É! A gente se ama sim. Isso é bom... Faz uma trança no meu cabelo? Faço. Ai! Não puxa! Desculpa. Menina tem que ser delicada. Quem te disse isso? Vi no filme da TV... Depois tu me maquia? Maquio, que cor? Rosa, é de menina. Viu na TV? Não, no filme da Barbie. Que legal, tu gosta de Barbie? Adoro, tenho todas as bonecas. E de brincar de mamãe e filhinho, tu gosta? É chato... Gosto de colocar roupa na Barbie. Tô pedindo pra minha mãe o Ken pra namorar com a Barbie de dia das crianças. Namorar? É... Que nem na TV.
     Espera, quantos anos tu tem?
     Cinco.