Eu relativamente me empolguei com isso. Estava começando a aceitar a ideia de que poderia dar certo. Graças a Deus, usei o bom-censo, a coragem e a cara de pau. Parece ridículo, mas sim, procurei a cartomante.Eu poderia muito bem pedir conselhos ás minhas confidentes, mas, eu já sabia o que elas me diriam. Digamos que os anos de convivência fizeram assim. Uma pena, vou ter que pagar por isso. Entrei no carro e minhas mãos suavam descontroladamente. O caminho parecia nunca terminar. Confesso, que me senti uma completa idiota. Imaginei a tal da cartomante como uma senhora velha, enrugada e com tudo em cima - dos joelhos, é claro-. Coloquei-lhe, na minha pobre imaginação, um turbante cheio de brilhos e parafernálias que me chamassem a atenção, tirando os olhos dos dentes amarelados e do sotaque um tanto quanto místico. Comecei a rir. Não da pobre senhora mas da minha imaginação tão óbvia de gente tola que acompanha novela das 11. Eu ia chegar lá e o que? Oi, ele tá com outra? Ela ia me dizer o óbvio. O que eu queria ouvir. Continuei na linha de raciocínio, de imaginar a imagem da pobre cartomante. Eca. Que nojo. Imaginei - lhe na cara uma verruga cabeluda que me causou repulsa. Estacionei. coloquei a testa sobre o volante e hesitei, mais uma vez, o porque de que estar fazendo algo que desde que me conheço por gente, julgo ser o ápice da babaquice. Olhei para a porta do estabelecimento mal acabado e vi uma velha senhora saindo aos prantos. A cartomante deve ser masoquista. Que nojo. Pensei na verruga cabeluda novamente. Isso bastou para que ligasse o motor do carro e procurasse ajuda gratuita. Alô? Guria? Preciso falar contigo...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
2O de julho de 2O11
Nesse texto, eu não vou criar um personagem. Não vou
inventar ou mentir sobre qualquer coisa. Não é dia de fazer isso. Não é um dia
comum. Não deve ser tratado como um dia comum. Hoje é dia de mostrar pra
aqueles que sempre estiveram do seu lado, que é ali que devem permanecer. É dia
de fortalecer. Dia de um: Cara, eu te amo! Sincero. É dia de parar e lembrar de
todas as cenas felizes do lado dos teus amigos de verdade. E eu vim aqui, mais
uma vez, agradecer do fundo do meu coração por cada amigo relíquia que o cara
lá de cima colocou no meu caminho. Olha, se eu pudesse, pegava um carro e ia
visitar cada um de vocês. Olharia dentro do olho de cada um e, aos prantos, bem
como eu sou de verdade, cantaria uma das músicas mais lindas que eu conheço: “É
preciso o caminho enfrentar, quando o tempo difícil chegar”. Obrigado por não
deixarem de lado esse sentimento, de amizade lindo, que só vocês sabem sentir e
demonstrar. Obrigado por serem donos dos
sorrisos mais lindos do mundo. Por serem
os psicólogos mais mal-remunerados do Brasil. “Não vou te deixar, vou te amar,
estarei sempre contigo. Seja inverno, ou verão, alegra o teu coração. Serei o
teu abrigo” Jamais, eu disse, jamais esqueçam de todos os momentos que passamos
juntos. E quando eu digo que vocês podem contar comigo, não é da boca pra fora.
Hoje em dia, muitas pessoas dizem coisas da boca pra fora, mas, quando elas são
ditas do fundo do coração qualquer um compreende o significado verdadeiro
delas. Queria agradecer aqui, cada vez
que um de vocês dividiu um guarda-chuva comigo. Por mais pequeno que ele fosse.
Molhando o braço. A bunda. Molhando tudo.
Obrigado por me levarem nas costas. Obrigado por ligar de madrugada na
casa dos outros pedindo ‘Aí, tem um carro de gelo estacionado aí na frente?’
Obrigado por assistirem boa parte das temporadas de Rebelde até altas horas e
cantarem feito idiotas como se
estivessem dentro da televisão. Obrigada
por dançarem músicas de gente corna e ainda por cima rirem de tudo isso.
Obrigado por rir e lembrar do passado. Obrigado por abraçarem a minha cabeça
pelo fato de os meus 1,54 não alcançarem os braços de vocês. “Cada lágrima que
cai, fortalece-nos mais. Sempre serei teu amigo” Obrigado por cada: Me dá um
abraço? Aliás, eu jamais, negaria um abraço a vocês. Não o peçam. Não questionem.
Obrigado por me girarem no colo. Por
atenderem o telefone de madrugada quando eu ligo pra dizer: Aí, feliz dia do
amigo. E não me xingarem. Obrigado por perdoarem as minhas dívidas monetárias
de lanche da escola e afins. Obrigado por gritarem comigo no meio da rua. Por
fazer quem ta junto com a gente, passar vergonha, e, consequentemente passar
vergonha também. Vocês são as coisas mais preciosas da face da terra. E eu
queria que vocês soubessem disso. Eu não
vou citar nomes. Quem sabe que é de verdade, sabe. E é pra vocês, que são de verdade que eu deixo
o meu feliz dia do amigo.
Love u all
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mono Liso dos Olhos Meus
Ele era lindo. Lindo mesmo. Lindo pra cassilda. Droga, desgraça. Invoquei a nação dos nomes feios. Que diabos aquela filhote de grilo tanto fala com ele? Ele é meu. Embora não saiba, mas é! Sai daí, desgraçada. Deixa de poluir a minha visão. Escuta aqui, você também, ô deus grego. Tira já essa mão da cintura dessa pintura de Pablo Picasso. Para de sorrir. Quer dizer, não para não. Seus dentes, lindos eles hein, parabéns. E o seu cabelo e... Pera aí, o que os dedos da filha da mãe estão fazendo nos meus fios de cabelo? Ah não, tenho que impedir que esse ato seja consumado. Amiga, me segura. Vou impedir um gol. Esse artilheiro é meu e ninguém tasca. Embora ele não saiba, é meu sim. Tô sendo egoísta? Tô. Ele é meu, só de vista. Assim como a Monalisa era de Da Vinci. Não fui eu a criadora dessa criatura divina, mas poderia ficar ali, admirando tamanha beleza durante horas. Poxa vida, estou me submetendo a uma cena ridícula. Fitar alguém, sem disfarçar é como se fosse um "ah se eu te pego, não te largo". Tá, vou disfarçar. Mentira, não vou não. Espera, eu conheço essa música. Conheço essa história. Conheço aquela garota. Eita, que mão é essa na minha cintura? Que coisa linda é essa na minha frente? Que proeza capilar é essa dentre os dedos meus? É, Eliana. Tudo é possível. Digamos que ele era um pouquinho meu, de fato. E isso é bom. Mentira, isso é bom demais pra mim. Mas falando sério, eu mereço, tô uma gata hoje.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Verbo Endomingar
Sabe, cansei de ter pressa. Pressa de que as coisas aconteçam, de que elas tenham obrigação de acontecer. Cansei de ter pressa na hora de arrumar o cabelo, de arrumar o quarto, de sair de casa pela manhã. Cansei de pedir pro tempo passar rápido. Cansei de caminhar depressa, de ter que pensar depressa. Quem sabe esse cansaço todo seja preguiça. Cansei de sentir frio, de reclamar que sinto frio. Cansei de pensar que as coisas vão dar errado, pra não me decepcionar. Cansei. Apaguei todas as mensagens do meu celular. Apaguei toda e qualquer coisa que me faça lembrar você. Cansei de me lamuriar vendo casais de mãos dadas na rua. Cansei de sentir inveja da beleza alheia. Cansei de ouvir. Cansei de ler. Cansei de cansar. Que vontade de viver! Passou. Quer saber? Olha a minha cama. Ela não para de me chamar. Vem cá deitar guria. Acho que vou lá. Pensar em pessoas que nem fazem ideia de que eu penso. Assistir faustão e rir do figurino ridículo das dançarinas. Reclamar que amanhã é segunda feira, e que eu estou sozinha em casa. Ah, menina, deixa pra viver amanhã. Agora é hora de hibernar. Endominguei.
sábado, 9 de julho de 2011
Mais uma vez
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
sexta-feira, 8 de julho de 2011
3 Pedacinhos de Alma
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