Mais difícil que álgebra, é encontrar um meio termo. Um meio termo pra dividir um caderno, um meio termo entre a possessividade e a liberdade, um meio termo entre certo e o não tão certo assim. Esses dias, fui perguntar ao meu pai o que era o tal do "se fragol". Onomatopeia interessante utilizada entre pais e avós para definir o tal do discernimento. Derivado do verbo "fragar", que significa nada mais nada menos que perceber ou entender qualquer fato ou ação, o se fragol é utilizado como uma forma de remédio para aqueles que não conseguem compreender até onde os limites de sua liberdade alcançam. Como ser sutil e, ao mesmo tempo, educado o suficiente para não interferir na "freedom" do outro, da outra, daquelazinha? Os desiludidos com a própria vida passam, então, a tomar preocupação da vida alheia. E ser feliz, dá inveja.
Essas pessoas que acabam esquecendo da própria vida pra passar o resto do dia navegando nas redes sociais pra ver se encontram o interesse que lhes falta, na vida alheia, à partir de um certo ponto não conseguem enxergar a linha imaginária que existe entre pessoas e a regra de que cada um possui seu espaço e o aproveita da própria maneira. Julgar sem conhecimento é a maio burrice da humanidade, e dela deriva o preconceito. Não tô aqui falando que o mundo deve ser mais solidário e que todos devemos viver numa sociedade justa e implacável que anda de mãos dadas como se todas as pessoas fossem ingênuas e fraternas. Isso é chato. E além de chato, é amplo.
A patologia social vem de milhares de anos, e a cultura de um povo não muda do nada, é preciso esforço contínuo e necessário. Sugestão? A leitura te leva à mundos completamente diferentes e um bom autor caracteriza seu personagem à tal maneira que se sabe muito mais dele do que do perfil do ex ficante da sua prima que agora tá com umazinha gorda e que cheira a cebola. Vai viver! Xô!

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