Quando eu encher demais o sofá, quando não der mais pra suportar me ouvir roncar, lembre dos momentos felizes. Quando eu não puder mais te ouvir e a cegueira tomar conta de mim, não desista. O dia que parecer difícil - e impossível - aguentar as mil birras de alguém que só te quer junto, perto, dentro, paciência. O passado, de fato é datilografado, não se pode apagar, então, releia mil vezes quando necessário os capítulos felizes da nossa história, e, se não for pedir demais, escreva mais, viva mais, reviva.
Lembra - te do dia em que te enchi de cócegas e que tu ficaste bem, bem brabo comigo. Lembra - te dos planos e segundos planos que fizemos. De quando dissemos "Se tudo isso não der certo, viro caminhoneiro, tu engorda uns 20 kg, para de se depilar e aprende a soltar pum pra viajar comigo." Se eu de repente começar a cair - É! Peito, bunda, barriga - segura! Não o peito e a bunda, mas a estima. Li algum dia, em algum lugar, que duas almas quando nascem para se pertencerem e se encontram, finalmente, nada consegue separar. Que nada separe! Que quando eu tiver cabelos brancos e usar aquelas roupas estampadas de gente velha tu possas me convencer que nasci pra ser o amor da tua vida.
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