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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ask me Anything


A maioria das pessoas julga o formspring como uma rede social de gente fútil, ou que gosta de promover a própria popularidade. Eu penso diferente. O formspring é uma das redes sociais mais inteligentes e mal exploradas que eu conheço, adoro o fato de poder fazer perguntas e receber perguntas de pessoas até mesmo sem  saber quem são. O formspring é bom pra ser usado de forma inteligente, com perguntas inteligentes, ou somente respostas inteligentes. Uma prova disso, é essa resposta que eu julguei genial quando vi:
O que é decadência nacional : Restart , Hori , Cine , etc ou Funk ?
Decadência nacional é você ser brutalmente agredido tanto física quanto verbalmente por se apaixonar por uma pessoa do mesmo sexo. Decadência nacional é você renegar pessoas do próprio país, é você achar a cultura do país que você nasceu uma porcaria, é você julgar uma pessoa pelo lugar em que ela nasceu. Decadência nacional é você viver no Brasil e pensar que vive na Europa e sempre que olhar para uma pessoa "de baixo nível" como se tivesse bosta em baixo do nariz. Decadência nacional é você não se importar se existem animais sendo agredidos ou pessoas comendo o resto da sua comida. Decadência nacional é você se preocupar com o que o dinheiro lhe trará de bom e não o que o seu amor levará de bom a outra pessoa. Isso é decadência nacional. O que as pessoas ouvem ou deixam de ouvir é o menor dos nossos problemas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sanidade


Ás vezes coloco em dúvida minha própria sanidade. Não me julgo normal. Não me julgo alienada. Sei que vejo tudo o que me cerca de maneira diferente. Ou todos que me cercam me vêem de maneira diferente. Não entendo de sentimentos pra ficar ‘fingindo que esbanjo conhecimento’ mas existem muitas pessoas que banalizam toda e qualquer coisa. Hoje em dia, tudo o que faz bem, é banalizado. Como diria o gênio Machado de Assis: “Lágrimas não são argumentos”, não que estas façam bem, mas ajudam a expulsar tudo aquilo que não pode ser expressado em palavras e em forma de água e mais algumas coisas que não podem ser explicadas. Beleza, ninguém entendeu o que eu disse. Talvez nem eu mesma compreenda aquilo que sai por entre linhas e que saber? Foda-se. Ando feliz demais pra me preocupar com bobagens e eu acho que a maioria dos seres humanos – que se julgam inteligentes demais para compreender ou simplesmente, colocar – se no lugar das pessoas que estão á sua volta – deviam cair na real e parar de reclamar do que têm, do que não têm e do que os outros têm. Você tem uma vida. Cuide dela e pare de criticar as pessoas que não pensam como você. É o que pessoas maduras e inteligentes fazem.

Já passou da hora de evoluir.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Textos dos Outros: Antes do Começo

Preciso me acostumar com a companhia a ponto de me tornar inocentemente dependente dela. A reciprocidade deve ser naturalmente recíproca. A espontaneidade precisa atingir nível incalculável o suficiente para se tornar infinita. O passado necessita ter sido completamente revelado, junto com seus pesadelos, sonhos, desejos, insatisfações, segredos, observações, críticas e ironias. Gargalhadas necessitam aparecer constantemente. Não devem existir perguntas sem respostas. Confissões podem ser habituais. Os abraços devem ser feitos com o olhar antes de se tornarem a parte literal da coisa. O presente precisa ser apreciado sem a pressa inconseqüente que impossibilita o conhecimento de quem está diante dos olhos. Precisam existir músicas para lembrar muito mais do que uma única pessoa. Precisam existir músicas para reviver momentos. Momentos livres de cobranças, mas completamente envoltos em expectativa. A curiosidade precisa ter perguntas bonitas, dúvidas intrigantes e mistérios finalmente desvendáveis. Perguntas precisam responder tudo. Alardes não devem ser feitos para ninguém além do espelho. A alegria precisa ser engolida, os desejos precisam ser reprimidos em patamares, a admiração deve estar acima de tudo. O próximo passo só deve ser dado com a coragem enrustida, completamente envolta em descontrole e desejo de ambos os lados. Por “semi-começo”, a precaução surgirá na sua forma pura, querendo proteger o que ninguém mais rouba. A realidade precisa parecer irreal. E como se sabe, tanto componente nessa mistura exige um longo tempo de preparo. Haja disposição. Ops, paixão!

Bruna Vieira

segunda-feira, 28 de março de 2011

A diferença

Sabe que, é tão engraçado parar e ver a capacidade que as coisas têm de mudar em sua vida. E pra você aí que  não acredita na evolução das coisas, compare o modo como se porta, como reage, e como se comporta a uns dois anos atrás. Eu por exemplo, a dois anos atrás escrevia as coisas coloridinhas, usava calças boca de sino, não cuidava do cabelo, roía as unhas e pensava que chorar era um modo fácil *e quase infalível* de conseguir tudo o que quisesse. Algumas coisas não mudaram, como o fato de eu adorar assistir a desenhos animados e comer pipoca de panela com caldo de galinha, digamos que hoje, sou um 30% da pessoa que era a dois anos atrás.
As pessoas evoluem. Elas têm de evoluir. Essa é a lei.
Creio que, para a maioria das pessoas, escutar da boca de todo mundo: "Você já não é mais uma criança, crie responsabilidades" seja algo que, faça refletir. Bem, ao menos ouvir isso me deixa pensativa. O fato de ~ não ser mais uma criança ~ mostra como as coisas passam, e depressa. Sentir saudade da época em que a maior preocupação eram quantas figurinhas faltavam pra completar um álbum. Hoje, com 16 anos me vejo diferente *de muita gente*.
Quando você diz que é diferente, você está dizendo que não segue um padrão de uma sociedade. Nunca soube responder exatamente a essa incógnita. Só sei que, não seguir os padrões é ter personalidade. Defender sua opinião. É reconhecer o erro. E é não ligar pra coisas fúteis e insignificantes, beleza física. É não fazer coisas que todo mundo faz. É ler tudo isso que eu escrevi e pensar, eu sou mesmo aquilo que penso ser?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Textos dos Outros: Confissões

Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente .. um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade .. quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você. Suas confissões.

Caio F. de Abreu

domingo, 6 de março de 2011

Atitude

E o que fazer quando você se sente preso a alguém? Quando o seu desejo de liberdade é maior que tudo o que se pode imaginar e você sente medo das consequencias de toda e qualquer atitude errada que você possa tomar? O tipo de pessoa que se preocupa muito mais com as outras pessoas do que consigo mesma é o tipo que me remete a honestidade. A generosidade é tamanha ao ponto de sofrer em silêncio sem que mais ninguém saiba o que se passa dentro do seu coração até porque, mesmo se as pessoas soubessem elas lhe diriam a mesma coisa: - Termine logo com isso, você não está feliz. - Como se isso fosse tão simples quanto calçar os sapatos antes de sair de casa. A sensasão de ser o sofrimento de alguém, não sei se deveria agradar, mas quem realmente se importa com isso deve entender do que eu estou falando. A sensação de que você está sim, se preocupando mais com os outros do que consigo mesmo, do que com a felicidade própria, não é daquelas que causa orgulho do tipo: Eu sofro por alguém, me ame me ame me ame. Essa sensação, traz a dor, dor que desorienta, dor que perturba. E aí você pára pra pensar se todo esse sofrimento (que só você sabe que existe) vale a pena, e descobre que até então você gosta mais de você mesmo do que esse alguém gosta de você (Acho que não fui clara, quando a coisa não é tão recíproca quanto parecia, resumidamente). E toma uma atitude que, certamente não sabe de onde tira a própria coragem. E sofre. Sofre porque agora está sozinho e pensa que jamais terá alguém novamente, até que alguém aparece e muda completamente o rumo dessa história.