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sábado, 22 de janeiro de 2011

Desventuras

Eu aos 23 anos. 

E veja só, foi como eu sempre previ. Eu e a solidão numa espécie de parceria amorosa. Fiz um trato com o amor: Eu não corro atrás dele e ele promete não me iludir nunca mais. Vai ver eu estou assim, desse jeito porque não tive escolhas.
- Ora, a quem você está querendo enganar? Você teve escolhas sim, e uma centena delas, pode acreditar. Não adianta fugir do passado, querendo ou não foi ele quem trouxe você até aqui e não adianta fingir que não sabe do que eu estou falando, porque eu sei tudo o que você sentiu e sente.

Minha consciência é sempre tão direta. Tão realista, não gosto dela. Ou gosto e ainda não sei.
A verdade é nua e crua, tive uma porrada de desventuras em série e meu coração já ficou com medo de sofrer demais. Sofrer =  Entregar seu coração a alguém, no meu dicionário. As pessoas me repreendem dizendo que eu não deveria ter medo de amar, mas estou sempre me perguntando: Será que elas já sofreram exatamente tudo o que eu sofri um dia? Esse medo me persegue a vida inteira e não há como escapar. Mas não aquele medo de 'se apaixonar por alguem novamente' mas sim de comparar o que senti por você com o que poderia sentir com qualquer pessoa e ver que, jamais será igual. Isso sim me dá medo. Viu só mais um texto egoísta. Falando dos meus sentimentos, das minhas desventuras. Eu preciso de férias, aliás, quem precisa disso é o meu coração. Ele sim sofre, coitado.

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