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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sonzinho Bom

   
Janta - Marcelo Camelo e Mallu Magalhães

       Há quem goste, há quem odeie, mas eu amo esses dois. Ando numa fase da minha vida que a pressão de todos para com tudo têm me sufocado. Aí o que que eu faço? Eu canto. Canto, toco, leio, namoro. Tem coisa mais ruim que guardar mágoa? Existe tanta coisa - dá pra perder a conta de tanta mesmo - que faz mal só pra gente e que não tem ninguém aí que se importa se tu tá infeliz e triste.. No final, não vale à pena - nem a galinha - mesmo.
       Devaneei, desculpem - me a distração. Voltando ao que eu queria falar pra quem, enfim, lê o que eu escrevo, é que esse tipo de MPB que o Marcelo Camelo e a Mallu Magalhães tocam, de certa forma tem o poder de me levar pra um estado de espírito de completa paz e compreensão de mim mesma. Não sou totalmente conhecedora do campo da música, mas o som que ambos andam fazendo, acredito que depois que decidiram que se amavam e se ajudaram e se juntaram e se casaram, amadureceu muito (uma prova disso é a Mallu, própria).
       Aqui vos deixo um pedacinho das coisas que muito tenho escutado nas últimas semanas e que, de uma forma ou de outra, me têm feito muito feliz.

       
Meu Amor é Teu - Marcelo Camelo


Sambinha Bom - Mallu Magalhães


terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Mundo Precisa Conhecer


      Já faz um tempo que eu tô apaixonada. Pelo meu namorado sim, mas aqui vos falo de outra coisa. O que é o Skoob, afinal, professora? Oras, uma rede social! Mas não é comum, eu diria. Ele foi feito na medida exata pra todos aqueles que amam o prazer que a leitura proporciona, e que, principalmente, querem dividir um pouco disso tudo com o mundo. Segundo o institucional do site, ele foi construído ao som de "Good People" do cara, Jack Johnson que na letra da música insiste em perguntar para onde foram as boas pessoas, e a resposta - segundo a própria fonte "skoobana" - é de que foram para lá. 
      O Skoob nada mais é do que um site onde você mostra para as pessoas o que está lendo, o que já leu e o que ainda pretende ler. Você organiza uma espécie de estante virtual, a qual as pessoas podem visitar e ainda, perguntarem a sua opinião sobre qualquer autor ou obra que você já tenha lido, ou não, ou que esteja lendo.Lá você elabora resenhas, avalia e pode até, por ventura, trocar livros com gente do mundo inteiro, só que não pára por aí. O site, seguidamente sorteia exemplares de obras que são doadas pelas editoras e te deixa concorrer sem pagar nada - não sou sovina, embora esse comentário tentasse demonstrar o contrário -.
   
     Fazer o cadastro é muito fácil.  O skoob é uma ferramenta inteligente, feita pra quem ama a leitura. Ali você pode organizar tudo o que deseja ler, trocar, alugar na biblioteca do sesi (não necessariamente na do sesi, mas eu amo falar "da biblioteca do sesi"). O mundo precisa conhecer o skoob, não tanto quando eu passar no vestibular, mas precisa!
     Aqui tá o meu perfil. Se você já leu "Cinquenta Tons de Cinza" da E.L. James, me diz o que achou, porque eu comprei o livro e quando eu escutei que ele prendia a mulher no teto e fazia coisa que ninguém quer ver o pai e a mãe fazendo (né) com ela, fiquei um tanto quanto assustada. 

Att, Eu.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Turma do DÃÃÃ

Tenho observado esse pessoal faz um tempo. Eles me provocam reações diversas: sinto repulsa, sinto medo, sinto desânimo, mas acho que a sensação que prevalece é mesmo a compaixão. Porque eles são tão recalcados, que não conseguem se manifestar no mundo de outra forma. A única coisa que possuem para exibir é isso: seu espírito de porco.

Não é um defeito novo, mas ganhou um espaço de divulgação inimaginável na internet. Se antes eles exerciam seu espírito de porco em pequenos grupos, em comentários ferinos para meia dúzia de ouvidos, agora eles abusam da sua tolice em rede internacional para um público tão amplo, que os deixa embriagados com o alcance atingido. Eles são os neorretardados, os pusilâmines de grande escala.

Se você é uma pessoa de discernimento, que seleciona a informação que obtém, talvez ainda não tenha se deparado com eles. Sorte sua. Mas se tiver curiosidade de saber como a coisa funciona, entre em qualquer site de notícias de um provedor, como a página do Terra, por exemplo, e dê uma olhada nos comentários deixados. É de perder a esperança num mundo mais elegante.

Pra exemplificar, nas últimas semanas o site colocou no ar duas notícias de segunda linha, que não chegaram a repercutir mais do que poucas horas. Uma delas era sobre uma garota de 18 anos que se jogou da Torre Eiffel, em Paris. Chegaram a dizer que seria uma brasileira, mas era uma africana. Em poucos minutos, essa notícia gerou 1.581 comentários de gente lesada das ideias, cujo único prazer é fazer piadinha sobre a dor alheia, sem conseguir articular um raciocínio lógico. Pessoas que têm na agressividade sua única forma de expressão. Foram 1.581 comentários que deixam clara a quantidade de infelizes espalhados por todos os cantos. Porque o espírito de porco nada mais é do que uma exposição despudorada de infelicidade. Como o cara não se suporta, detona com tudo o que vê pela frente.

No mesmo dia desse suicídio, foi noticiada também a estreia da primeira gondoleira de Veneza. Depois de séculos de hegemonia masculina, agora há uma mulher conduzindo turistas nas gôndolas da mais deslumbrante cidade italiana. Fato que não mobiliza o mundo como a morte de Michael Jackson, mas é uma informação curiosa e simpática, que poderia gerar saudações a mais este espaço conquistado pelas mulheres, ou ser simplesmente ignorada, o que também é legítimo. Mas não. Os espíritos de porco, sem ter nada mais produtivo pra fazer, deixaram registradas suas manifestações de preconceito, numa exibição constrangedora de estreiteza mental. Porque o espírito de porco não é apenas uma pessoa com o humor mal-lapidado. Ele é um ignorante com empáfia.

Se fossem poucos, nada a temer. Mas a tacanhice é uma epidemia bem mais assustadora do que qualquer gripe. Porque não é temporária e tampouco tem cura. É o retrato do isolamento e da deseducação de uma geração recém saída das fraldas que, ao ter um teclado à disposição e o anonimato garantido, expõe toda sua miséria intelectual e afetiva. É a turma do “dããã” ganhando voz e propagando a mediocridade universal.


Martha Medeiros

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Um pedaço do Relicário

"Pular no teu ombro. Subir nas tuas costas. Te machucar de algum jeitinho o tempo todo. Fitar teu sorriso, teu cabelo, cada piscadela do teu olho. Te ver sentado no sofá, ver o espaço vazio do lado e mesmo assim preferir o teu colo. Passar a mão por entre os teus fios de cabelo. Preencher o espaço que existe por entre os meus dedos com os teus dedos. Te fazer cócegas. Te fazer rir, sorrir. Suspirar ao ouvir tua voz. Suspirar ao sentir o toque do beijo teu. Fechar os olhos e sorrir ao lembrar de cada uma dessas coisas."

Esse é do tempo do tumblr. Deu saudade, corri pra cá mostrar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nova Parceria!



É por meio dessa postagem que venho lhes anunciar-lhes que fui convidada a escrever no blog People Fearless que fala de muita coisa legal e interessante. Meu primeiro texto já está no ar, se quiser conferir, http://peoplefearless.blogspot.com.br/2012/10/tell-me-baby-pensei.html


Vai aí um trechinho:
Pensei durante muito tempo desde que recebi o convite da Bianca sobre o que escrever aqui pra vocês – aliás, queria deixar bem claro que fiquei superfeliz com tudo isso – e não encontrei nada que me fizesse sentir tão à vontade de escrever do que o montante de coisas que me tem feito pirar de uns tempos pra cá: as críticas que uma pessoa recebe quando tem a iniciativa de tentar criar alguma coisa que ninguém jamais fez, ou teve coragem de fazer....
Quer mais? Entra aí! 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não Caia do Cavalo Tarde Demais


      Ela esperou o príncipe encantado, ele a salvou e ambos foram felizes para sempre. 
     Desde criança, meus pais, mais especificadamente minha mãe, zelaram pela minha individualidade. Minha educação se baseou no intuito de crescer independente - não que eu seja independente, ou esteja muito perto disso, bem pelo contrário -, de que quando a idade adulta de mim se aproximasse eu não precisasse de ninguém pra sobreviver. 
     Cresci ouvindo histórias de princesas que ficavam presas em torres e de outras que só acordavam com o beijo do príncipe. Cresci ouvindo do mundo inteiro que eu tinha obrigação de encontrar o dito cujo montado num cavalo branco pra encontrar a felicidade eterna. Por sorte, descobri ainda criança que essas histórias eram "mentiras" e que eu devia seguir a minha vida do jeito que bem entendesse. Nada a ver com  feminismo, mas tudo me leva a crer que os contos levam as meninas a viverem num ideal de submissão e necessidade de atenção da raça masculina. Talvez seja esse o motivo de ver tanta foto no face de guria mostrando a ponta do mamilo pra todo mundo ver. Né? 
     Pesquisei muito sobre e, por mais que vivamos numa sociedade moderna onde o sexo não é coisa pra se deixar só pra depois do casamento, existe atualmente uma regra vivida no relacionamento interpessoal  da "Lei da Oferta e Procura" que a gente estuda na escola mesmo. Resumidamente, essa lei é a quantidade disponível do produto colocado à venda. Quando esta quantidade é inferior ao consumo o preço sobe; quando se dá o inverso, o preço cai. Ok, a comparação não necessita de explicações.
     A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”
     Garotas, não vivam a busca de alguém perfeito que não existe. Não coloquem na vitrine aquilo que vocês mais tem de precioso. Tem tanto cara legal por aí, não é mostrando o útero numa minissaia que encontra alguém pra partilhar de momentos felizes, ou é?