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terça-feira, 15 de maio de 2012

Ih, Fez Cócegas


       Não se pode encontrar coisa mais linda que homem de barba. É ela quem dá um toque de serenidade que muitas vezes as palavras não conseguem, por conseguinte, não deixo meu namorado fazer a barba. Uma vez por semana, e olhe lá. Bem lá. Essa danada muda a face de um homem. Quando mal feita, mostra a preguiça. Não que eu seja a pessoa mais bem disposta do mundo, mas eu consigo esconder. Barba bonita mesmo é aquela que a mão pode sentir só de olhar, sem a necessidade do toque. Ela identifica um cara até no escuro. Eu reconheceria Marcelo Camelo no escuro, e quem não reconheceria? Eu tenho pra mim que o homem que tem a barba não feita, mas bem cuidada se preocupa muito mais com sua mulher do que com a própria aparência. Barba é amor e virilidade. Mostra que você pensa muito mais que se olha no espelho. Mas isso é 8 ou 80. Ou faz tudo, ou não faz nada. Bigode é coisa de gente que vende pastel, principalmente se o danado for fininho. Ih! Barba é identidade e eu apoio essa ideia. Aham.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Se Fragol


       Mais difícil que álgebra, é encontrar um meio termo. Um meio termo pra dividir um caderno, um meio termo entre a possessividade e a liberdade, um meio termo entre certo e o não tão certo assim. Esses dias, fui perguntar ao meu pai o que era o tal do "se fragol". Onomatopeia interessante utilizada entre pais e avós para definir o tal do discernimento. Derivado do verbo "fragar", que significa nada mais nada menos que perceber ou entender qualquer fato ou ação, o se fragol é utilizado como uma forma de remédio para aqueles que não conseguem compreender até onde os limites de sua liberdade alcançam. Como ser sutil e, ao mesmo tempo, educado o suficiente para não interferir na "freedom" do outro, da outra, daquelazinha? Os desiludidos com a própria vida passam, então, a tomar preocupação da vida alheia. E ser feliz, dá inveja. 
       Essas pessoas que acabam esquecendo da própria vida pra passar o resto do dia navegando nas redes sociais pra ver se encontram o interesse que lhes falta, na vida alheia, à partir de um certo ponto não conseguem enxergar a linha imaginária que existe entre pessoas e a regra de que cada um possui seu espaço e o aproveita da própria maneira. Julgar sem conhecimento é a maio burrice da humanidade, e dela deriva o preconceito. Não tô aqui falando que o mundo deve ser mais solidário e que todos devemos viver numa sociedade justa e implacável que anda de mãos dadas como se todas as pessoas fossem ingênuas e fraternas. Isso é chato. E além de chato, é amplo. 
       A patologia social vem de milhares de anos, e a cultura de um povo não muda do nada, é preciso esforço contínuo e necessário. Sugestão? A leitura te leva à mundos completamente diferentes e um bom autor caracteriza seu personagem à tal maneira que se sabe muito mais dele do que do perfil do ex ficante da sua prima que agora tá com umazinha gorda e que cheira a cebola. Vai viver! Xô!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Macieira

"Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.

Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...

Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.
"

- Machado de Assis

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Inconstância Constante

       
   Se pudesse ser uma categoria cinemática, seria um drama. É incrível a capacidade de transformar uma coisa completamente simples num tiranossauro Rex da noite para o dia, do dia para a noite, de um segundo a outro que nasceu embutida da derme ao tecido nervoso dela. E bota nervoso nisso. A inconstância é tão característica que ora ela sorri e nesse mesmo "ora" cai em prantos. Prantos de quê? De culpa, que por vezes sequer existe. Ela não deve ficar sozinha, desocupada, porque ela pensa, e, pensar é sempre perigoso. Olha o espelho e faz cara, encara, expulsa o ar dos pulmões e no embaçado do gás carbônico, desenha um Sol. Renato diz que o sol vai voltar amanhã, mas ela quer pra já. Ela quer pra ontem. Eu quero tudo pra ontem, e essa inconstância constante que nasceu embutida da derme ao meu tecido nervoso é quem me faz assim, tão eu.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Futuro

Quando você vê que chegou a hora de crescer, bate um desespero. Uma coisa dentro do peito aperta, e você fica meio “sei lá”. Tô dizendo essas coisas, porque a minha hora de crescer chegou, e chegou já faz um tempo. Essa é a parte mais injusta da vida. É a parte em que você tem pouca, pouquíssima idade e tem que decidir o que fazer com o resto do seu tempo de existência. Tem que decidir de que ponto parte a sua felicidade e eu só sei que tenho muito, muito medo do que possa vir a acontecer daqui pra frente.

Futuro é um negócio maluco. Tira a gente do sério, arranca os cabelos, preocupa de verdade. Deve ser porque nunca se sabe se ele vai acontecer, de fato, muito menos o rumo que ele toma e ele é a mesma coisa que o destino. Só que a gente fala "destino" pra dizer que não acredita em alguma coisa que a sociedade costuma rotular. E esse frio na barriga que vem quando se costuma tocar nessa palavrinha vem da decisão. Minto. Vem da insegurança na hora de tomar uma decisão. Do medo de escolher errado, de julgar errado, de arriscar e tomar bem no meio da fuça, já diriam os serranos. Não dá pra não sentir medo. Eu mesma já tentei. Estabelecer metas sempre foi um problema, pelo ou menos por aqui. Mas sabe aqueles dias em que você se enche de coragem e se sente capaz? Então, esse dia é hoje. Seja o que Deus quiser, e tomara que ele queira bem.

Ô Deus

Tô tão cheia dessa gente asquerosa. Nem uma pontinha de raiva não consigo mais sentir. Dói de ver a mágoa nos olhos de gente assim. Dói. Mas não sinto ódio, não. Dá é pena. Pena dessas pessoas que não se contentam com coisas - belas e pequenas - cheias de valor. Pena pelo simples fato de saber que o que mais existe em mim, mais lhes falta: amor. Não pelas pessoas que estão à sua volta. Mas amor de si próprias. Descontentes. Inconformadas. Desistentes. Ô Deus, dá uma pontinha de esperança pra elas, dá. Vai que o mundo melhora…

Tô falando desse jeito porque a vida é assim mesmo: cheia de momentos que hora agradam hora não. Tô naqueles momentos "hora não". Costumo escrever. Mas é porque muito estou buscando um motivo pra tanto sentimento esquisito junto. Lá no fundo, vai. Busca, menina. É segunda mas é feriado. Tá chovendo mas dá pra usar camiseta. Tô amando e sendo amada. Mas sentir - se só num dia como esse é normal. Sim, sim. Deu chega de drama. Acho que tô é precisando de você. Mas eu te vi ontem. Mas tô precisando de você. Tô precisando de carinho. De sair na rua, sentar num banco e dar risadas. É. Mas tá chovendo. Vou dormir.